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Abertura dos Jogos Paralímpicos marcada por inclusão e diversidade

Apresentações da cerimônia confrontaram o público com situações de difícil acessibilidade e possíveis soluções. Jogos Paralímpicos iniciaram oficialmente nesta quarta-feira

Publicado em 07/09/2016, às 22h08

Realizada no Maracanã, cerimônia durou cerca de quatro horas / Tasso Marcelo/AFP
Realizada no Maracanã, cerimônia durou cerca de quatro horas
Tasso Marcelo/AFP
Gabriela Máxima

A cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos foi marcada pela inclusão e diversidade, nesta quarta-feira, no estádio do Maracanã. Produzida pelos diretores de criação Fred Gelli, Flávio Machado e Marcelo Rubens Paiva, todos os momentos apresentaram ao público um pouco do universo paralímpico, levando em consideração a superação dos atletas e as dificuldades que eles enfrentam no dia a dia. 

O público foi confrontado com situações de difícil acessibilidade e as possíveis soluções para cada problema. O ponto mais simbólico aconteceu quando Clodoaldo Silva, dono de seis medalhas paralímpicas, ficou responsável por acender a pira. Cadeirante, ele não conseguiu subir as escadas e questionou o que fazer para seguir seu caminho. De imediato, uma rampa surgiu e ele pôde concluiu sua missão. Pernambuco também participou da cerimônia com o nadador Phelipe Rodrigues, que fez o juramento em nome de todos os competidores. 


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VAIAS

Levando em consideração o momento político do País, a cerimônia teve de tudo um pouco. Durante o discurso do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Nuzman, o público no Maracanã entoou uma sonora vaia que durou mais de um minuto. A breve fala do presidente Michel Temer também foi marcada por mais vaias. Outro ponto negativo foi a falta de acessibilidade no estádio para os cadeirantes. A impossibilidade de táxis e carros adaptados para portadores de deficiência chegarem ao estádio gerou reclamações. 

Depois que a pira foi acesa, Seu Jorge fechou a cerimônia cantando clássicos da música brasileira. Começou sua apresentação com “Eu Acredito na Rapaziada”, de Gonzaguinha, encerrando com “É preciso saber viver”, de Roberto Carlos. 

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