Ao que parece, acabam os mistérios e incertezas. A menos que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) altere o calendário da Série C novamente, o que não deve acontecer a curto prazo, o duelo do Santa Cruz será contra o Treze-PB, no Arruda, às 16h deste sábado (13/07). Ontem, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) informou que o Treze-PB permanece na competição, com base em uma primeira liminar expedida pela Justiça paraibana, o que invalidou liminares concedidas em outros Estados da federação e automaticamente excluiu o Rio Branco-AC como o 21º clube da competição nacional.
O STJ optou por se abster. Assim, a decisão da Justiça da Paraíba irá prevalecer e as decisões das Justiças do Acre e de Tocantins serão desconsideradas. Por ter ocorrido conflito de competência, ou seja, juízes de regiões diferentes julgaram o mesmo assunto, o STJ determinou que fosse mantida a posição do juiz que julgou o caso primeiramente – no caso Ritaura Santana, da Paraíba, justamente onde está o clube beneficiado.
O caso só voltará de vez aos corredores do STJ quando sair a decisão definitiva na Paraíba. Uma possibilidade para o Rio Branco seria acionar o Supremo Tribunal Federal (STF), que tem alçada superior ao STJ. No entanto, joga contra o clube do Acre o fato de que os ministros estão de férias neste mês de julho, além do STF estar julgando casos mais relevantes como o Caso Cachoeira, envolvendo suposta corrupção de muitos políticos importantes.
“No sábado, se a tabela prevalecer, vamos enfrentar o Treze. E a torcida está convocada para nos ajudar, encher o Estádio do Arruda e empurrar o nosso time”, exclamou o presidente coral, Antônio Luiz Neto.
No duelo diante do Treze, não deverá faltar motivação para o elenco coral. O presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Evandro Carvalho, ofereceu R$ 10 mil de “bicho” para o Santa Cruz vencer o adversário. Antônio Luiz Neto não escondeu o agrado com a ideia, “a Federação tem sido uma parceira do clube”.
DÍVIDA DO INTER
O Internacional deve cerca de R$ 1,2 milhão ao Santa pela compra de Gilberto. Os corais queriam a negociação do atacante, que não ocorreu, para quitar o débito. “Isso tudo se deve ao mal-caratismo do presidente do Inter (Giovanni Luigi)”, disse o mandatário coral.
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