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As armas de Salgueiro e Santa Cruz para a decisão no Pernambucano

JC analisou pontos fortes do Carcará e da Cobra Coral para o duelo deste sábado (22)

Publicado em 21/04/2017, às 06h55

Experiência de Tamandaré e eficiência de Salles são trunfos de Salgueiro e Santa na semifinal / Alexandre Gondim/JC Imagem
Experiência de Tamandaré e eficiência de Salles são trunfos de Salgueiro e Santa na semifinal
Alexandre Gondim/JC Imagem
Diego Toscano
Twitter: @diegobmtoscano

Disputando uma vaga na final do Pernambucano amanhã, Salgueiro e Santa Cruz apostam em três armas cada para chegar na decisão do Estadual. Melhor time da fase classificatória, o Carcará tem a força como mandante, a manutenção da base e um ataque jovem e goleador como trunfos na semifinal. Já o Santa Cruz, tem a defesa sólida, a eficiência nas bolas paradas e o retrospecto recente como aliados na busca pelo sexto título local nos últimos sete anos.

Quarta força do Estado na atualidade, o Salgueiro chega embalado pela excelente campanha nas duas primeiras fases do Pernambucano. E muito dessa boa trajetória se deve ao alto aproveitamento jogando em seus domínios. No Cornélio de Barros, o Carcará tem cinco vitórias, dois empates e apenas uma derrota em 2017.

Característica da equipe sertaneja desde a sua fundação, em 2005, a manutenção da base também chama a atenção. Dos titulares que jogaram a partida de ida da semifinal contra o Santa Cruz, sete estavam também nas finais do Pernambucano de 2015, entre Santa e Salgueiro. Nomes como o lateral Marcos Tamandaré e o volante Rodolfo Potiguar, ambos com sete temporadas no clube, mostram que o entrosamento está em dia no Carcará.

Se na defesa a experiência toma conta, no ataque, as coisas se invertem. Em 2017, o sistema ofensivo do Carcará é marcado pela juventude. O meia Valdeir (24 anos) e os atacantes Willian Lira (23) e Álvaro (19) são os grandes destaques, com 15 dos 28 tentos do Salgueiro no ano.



SANTA CRUZ

Pelo lado coral, dois fatores traduzem a equipe na temporada. Primeiro, o poder defensivo. Nos últimos dez jogos, a equipe só foi vazada em cinco oportunidades. No ano, por sinal, ainda não perdeu por dois gols de diferença, vantagem que coloca o Salgueiro na final. Amanhã, o Tricolor do Arruda precisa apenas de um empate para avançar a decisão.

Capitaneado pelo zagueiro-artilheiro Anderson Salles, as bolas paradas são a grande arma ofensiva da Cobra Coral na temporada. Quase 40% dos gols da equipe na temporada saíram desse quesito. Foram 12 dos 30 tentos do Tricolor no ano. Salles é o maior goleador do Santa no ano, com quatro gols de falta e três de pênalti.

Fechando a lista de armas, o retrospecto recente conta a favor do Santa. No Pernambucano, o Carcará só perdeu dois dos 17 jogos que disputou, incluindo a primeira fase da competição. Nas duas vezes, o Santa Cruz foi o calo, ambos com vitórias por 1x0.


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