TV, computador, geladeira, ferro e lâmpadas. Todos esses itens que estão dentro de uma casa precisam de energia para funcionar perfeitamente. Quando tudo está bem, ninguém presta muita atenção às instalações elétricas dentro de casa. Mas é exatamente quando tudo está bem que os moradores devem ter cuidado com essa parte da casa, apartamento e também do prédio em que vivem.
Uma pesquisa realizada no Recife, em Salvador e Belém pelo Programa Casa Segura mostra que os edifícios avaliados apresentam falhas nas instalações elétricas. Ao todo, foram verificados 18 prédios da cidade, além de 24 em Salvador e 11 em Belém, a maioria com mais de dez anos de construídos, tempo suficiente para ser realizada a troca dos sistemas elétricos.
De acordo com a gerente do Programa Casa Segura, Milena Guirão, a pesquisa mostra que os edifícios não cumprem com os requisitos mínimos de segurança nas montagens de circuitos, quadros, materiais e dispositivos, contam com sistemas de aterramento e condutores de proteção ineficazes e alguns disjuntores provocam aquecimento excessivo dos condutores, quadros e conexões, aumentando o risco de incêndios.
No Recife, o maior problema identificado é a falta de manutenção dos quadros elétricos de força dos elevadores. Dos 18 edifícios avaliados, em 39% não há esse tipo de manutenção. Em Belém, o resultado é ainda pior, com 55% dos prédios precisando da manutenção do quadro elétrico de força dos elevadores, seguido de Salvador, onde o índice é de 55%. As amostras apresentadas trazem números estatisticamente confiáveis em relação ao todo de construções de cada cidade, afirma Milena.
O Programa Casa Segura, uma iniciativa do Instituto Brasileiro do Cobre (Procobre), tem como objetivo orientar e alertar os moradores e responsáveis pelos condomínios sobre a necessidade de adotar medidas de prevenção, além das corretivas.
Confira cartilha do Procobre.
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“Quando está tudo aparentemente bem, as pessoas esquecem que há uma corrente elétrica que passa por trás das paredes. Começamos o programa em 2005, fizemos a pesquisa no Norte e Nordeste no ano passado e o que percebemos em todo o Brasil é que falta a manutenção de prevenção. Os responsáveis fazem a correção quando há problemas, mas não se preocupam com a manutenção preventiva”, observa a gerente do programa, Milena Guirão.
Após o levantamento, os prédios receberam um relatório e devem realizar as mudanças. A expectativa é que 20% dos edifícios façam pelo menos alguma das melhorias.
Colunas JC
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