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Recife

Tejipió é a nova fronteira do mercado imobiliário na Zona Oeste

Rico em verde e com oferta de metrô e ônibus, o bairro mescla preservação da natureza e crescimento imobiliário

Publicado em 07/11/2013, às 00h00


Emídia Felipe

Casarão preservado dentro do Villa Jardim: área verde encanta moradores e visitantes / Edmar Melo/JC Imagem

Casarão preservado dentro do Villa Jardim: área verde encanta moradores e visitantes

Edmar Melo/JC Imagem

Matas, pássaros, saguis e apartamentos. A mistura faz parte do principal atrativo do bairro de Tejipió, nova joia do mercado imobiliário do Recife. Localizada na Zona Oeste, a cerca de 10 quilômetros do Centro da Cidade e atendida por linhas de metrô e ônibus, a área farta de terrenos e arborização está avançando na verticalização, com a oferta de novos empreendimentos residenciais.

Quem der uma volta pelo bairro vai perceber que a proporção de verde, espec ialmente nas vias secundárias, dá um ar mais tranquilo à vizinhança. A oferta de serviços como escolas, academias e supermercados movimenta as principais ruas e avenidas, onde o trânsito já dá sinais de desordem, embora ainda ofereça bastante fluidez. Os prédios residenciais ainda são poucos, muito longe de chegar perto da quantidade de casas e chácaras, mas já chamam a atenção, em especial o Villa Jardim, na fronteira com o bairro de Jardim São Paulo.

Instalado em uma área de 45 mil metros quadrados (m²), com farta área verde e 26 itens de lazer, o Villa Jardim começou a ser construído pela Poupec em 2010 e já entregou 11 das 13 torres previstas. A 12ª, ainda na planta, está à venda pela Apoio Imóveis, com 13 pavimentos, quatro apartamentos por andar. Cada um tem 60 m² e os preços mostram a valorização do bairro nos últimos anos: as unidades saem por cerca de R$ 270 mil, três vezes o valor das primeiras unidades foram vendidas.

A aposentada Francisca Ferreira, moradora do condomínio, diz que não se incomoda com o ruído do metrô, que fica bem próximo, nem dos aviões que chegam e saem do Recife e ainda estão em baixa altitude quando passam pela área. “Nem escuto mais. Quando vim aqui, foi amor à primeira vista. É muito verde”, conta Francisca, que se mudou para o local há dois anos. Ela morava em um condomínio menor das proximidades.


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O microempresário Daniel Severino da Silva abriu um lava a jato há três anos, quando começou a perceber que as novas famílias no bairro, moradores dos prédios, precisariam do serviço. Hoje ele faz a limpeza em mais de 50 veículos por semana e prevê que a demanda vai dobrar dentro dos próximos anos. “Vai crescer muito com esses prédios novos”, aposta. O crescimento esperado por Daniel sugere, por outro lado, que a mobilidade em breve poderá ser um desafio no bairro.

Próximo dali, na Rua Padre Ibiapina, a Queiroz Galvão Desenvolvimento Imobiliário (QGDI) já montou um estande de vendas e um apartamento decorado do edifício Monte Ville. Integrante da linha Slim, o formato popular da construtora, e com lançamento agendado para o próximo sábado, o residencial terá área de lazer e cinco torres, com oito apartamentos por andar e preços em torno de R$ 160 mil. Serão unidades de 45 m² com dois quartos, banheiro social, salas de estar e de jantar, cozinha e área de serviço. O principal atrativo é a manutenção de 60% da área verde do terreno.

Qualidade de vida - “Todos os empreendimentos que tenho acompanhado nessa área têm valorização acima da média, mas os que oferecem essa característica do verde têm um grande diferencial”, comenta o corretor Eduardo Oliveira. A psicóloga Jucele Sales e a enfermeira Marília Cavalcanti, ambas de 27 anos, estavam no estande do Monte Ville esta semana. Para elas, a localização do empreendimento fora do “burburinho” da cidade, mas ainda assim dentro do Recife, é o principal atrativo do condomínio.

A presidente da representação estadual do Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB), Vitória Régia Andrade, pontua que o avanço imobiliário em Tejipió com a preservação de árvores mostra que as construtoras estão enxergando que a população do bairro já se preocupa com mais qualidade de vida. “E o preço dos terrenos na área, mais baixo do que nos pontos centrais, também permite que esse espaço verde seja ofertado”, comenta Vitória. Para ela, esse movimento também indica que as empresas estão começando a ver que “o Recife não tem só 12 bairros”.

“Será muito bom se isso significar o começo da descompressão dos espaços urbanos nos bairros mais tradicionais como um alvo de investimento da construção civil”, diz ela.

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