Jornal do Commercio
Sem estresse

Informação é essencial para aluguel tranquilo

Conhecer a Lei do Inquilinato e formular um bom contrato evitam problemas entre proprietário e inquilino

Publicado em 19/06/2015, às 07h34

Informações claras e detalhadas evitam desentendimentos entre as partes / Foto: Divulgação

Informações claras e detalhadas evitam desentendimentos entre as partes

Foto: Divulgação

Do caderno de Imóveis

No imaginário comum, muitas vezes a relação entre o proprietário de um imóvel e seu inquilino é vista como conflituosa. Ideia distorcida ou não, problemas decorrentes do aluguel podem ser evitados quando ambas as partes têm atenção a detalhes como a formulação do contrato e conhecimento dos seus direitos. O trabalho de uma administradora de bens também pode ser uma alternativa.

O primeiro passo, antes mesmo da apresentação do contrato, é conhecer a Lei 8.245/91, chamada de Lei do Inquilinato, que rege os direitos e deveres do locador e do locatário. “Mesmo antiga, é uma lei muito boa, que detalha muito o que cabe a cada parte”, comenta Edmundo Jordão, sócio executivo da SM Administradora de Bens. “Isso só não vai valer se o contrato disser o contrário. Se não houver menção disso no contrato, os encargos ficam com o proprietário”, explica.

Por isso, além do conhecimento da lei, um contrato bem feito é decisivo para evitar dores de cabeça. Nele devem constar detalhes como o estado de conservação do imóvel, o tempo de locação, as responsabilidades por taxa de condomínio, IPTU e taxa de marinha. Além disso, fotos devem ser anexadas para comprovar a conservação do bem.

Para o médico Tiago Medeiros, 27 anos, o contrato bem feito e detalhado representou uma segurança para se tornar inquilino pela primeira vez. “Queria um apartamento já mobiliado e, além de móveis novos, eles estavam todos discriminados no contrato e com fotos. Tive que pagar um caução e vou ter que entregar tudo exatamente como está, mas entendo que isso é importante para a proprietária”, diz, satisfeito, por ter feito a negociação diretamente com a proprietária do imóvel, sem intermediação de uma empresa. “Nunca tive problema, negociamos tudo. Desde a data do pagamento, que é de acordo com o recebimento do meu salário, até o parcelamento dos pagamentos iniciais”, conta.

Já o aposentado Luís Chaves, 71, que aluga dois imóveis, prefere recorrer ao profissionalismo de uma administradora de bens. “Já tive muita dor de cabeça com falta de pagamento e danos aos meus imóveis e resolvi procurar uma empresa. É muito mais fácil, eles ficam com toda a parte complicada e burocrática e eu só recebo o dinheiro”, resume. A taxa média cobrada pelas administradoras é de 10% do valor do aluguel. Fica sob responsabilidade da empresa desde a formulação do contrato e acompanhamento do pagamento do aluguel e de todos os encargos até a possível retirada do inquilino do imóvel. 

Palavras-chave




Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

Marcas do medo Marcas do medo
Mais do que um saldo de 4,1 mil mortos até setembro de 2017, a violência em PE deixou uma população inteira refém do medo. Sentimento sem cara ou forma, que faz um número cada vez maior de vítimas no Estado. Medo de sair de casa, de andar nas ruas
Great Place to Work 2017 Great Place to Work 2017
Conheça agora as 30 melhores empresas para trabalhar em Pernambuco, resultado de uma pesquisa feita pela Grat Place to Work, instituição com credibilidade de 25 anos, em 57 países, envolvendo anualmente sete mil empresas e 12 milhões de colaboradores
#ACulpaNãoÉDelas #ACulpaNãoÉDelas
Histórias de mulheres que passaram anos sendo agredidas por seus parceiros e, com medo, permaneceram em silêncio. Essa série de reportagem discute novos olhares no enfrentamento às agressões contra a mulher, até porque a culpa não é delas

    LOCALIZAÇÃO

  • Rua da Fundição, 257 Santo Amaro, Recife - PE
    CEP: 50040-100
  • assinejc.com.br
  • (81) 3413-6100

    SIGA-NOS

Jornal do Commercio 2017 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM