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Investimento

Aumento de procura faz empresas investirem em venda de imóveis no exterior

Flórida, nos EUA, e Portugal atraem cada vez mais investidores brasileiros. Imobiliárias fazem parceria para atender interessados

Publicado em 03/07/2015, às 08h15

Yoo at Metropica, em Miami, na Flórida, é um dos empreendimentos intermediados pela Jairo Rocha / Imagem: Divulgação

Yoo at Metropica, em Miami, na Flórida, é um dos empreendimentos intermediados pela Jairo Rocha

Imagem: Divulgação

Da editoria de Economia

Durante uma viagem aos Estados Unidos no ano passado, o advogado Rômulo Falcão, 47 anos, atentou para um novo tipo de investimento: a compra de imóveis no exterior. Após muita pesquisa e negociação, ele está prestes a integrar a parcela cada vez maior de brasileiros que compram casas e apartamentos em outros países, seja para aplicação financeira ou moradia. Na lista dos destinos preferidos dos pernambucanos para o negócio, estão Portugal e o Estado americano da Flórida.

Em Pernambuco, apenas a imobiliária Jairo Rocha registrou nos últimos três meses um aumento de 50% na procura de imóveis fora do País. “Começamos há muito tempo, com três escritórios em Portugal. Hoje trabalhamos apenas em parcerias com imobiliárias locais de lá, dos Estados Unidos, Itália e Suíça”, afirma o diretor da empresa, Jairo Filho. Atualmente, o principal empreendimento estrangeiro negociado pela imobiliária é o Yoo at Metropica, em Miami, na Flórida, um complexo residencial e comercial com unidades a partir de US$ 400 mil (R$ 1,25 milhão).

Se por um lado os investimentos fora do País estão sendo mais requisitados no momento de instabilidade da economia nacional, por outro pode ter afastado muitos compradores em potencial. Mesmo não desistindo no negócio, Rômulo Falcão – que já investe em imóveis no Brasil – admite que a alta da moeda americana foi decisiva para a prorrogação da compra. “É importante fazer tudo de forma muito bem pautada, ou o prejuízo pode vir em dólares. É preciso pesquisar muito, calcular os custos e dar preferência à compra à vista. Lá existem muitas opções boas por US$ 200 mil (R$ 628 mil)”, diz o advogado.

Mas, para quem preferir o financiamento, a forma mais comum é o de 30 anos, segundo a imobiliária Elite International Realty, situada em Miami e comandada por brasileiros. De acordo com a empresa, outra desvantagem da compra financiada é o valor da escritura, que passa de 1% do valor do imóvel (à vista), para 3,5% a 4%. Segundo o proprietário da empresa, Leo Ickowicz, a aprovação da transação não costuma ser difícil, desde que o interessado apresente a documentação necessária (veja no infográfico acima).

De olho no número cada vez maior de clientes que viajavam para Orlando, na Flórida, em busca de imóveis, a agência de turismo D’Lu Viagens acabou fechando uma parceria com a empresa de gerenciamento e vendas Florida Dream, que também atua na administração do imóvel para os donos estrangeiros. “Para muitas famílias que vão para a Disney, por exemplo, sai mais em conta alugar uma casa a ficar em um hotel. Por isso o mercado lá está sempre aquecido para o aluguel, atraindo muitos compradores que querem investir em imóveis”, explica a proprietária da agência, Luciana Liv.

Segundo ela, a média de preço dos imóveis na região varia entre US$ 135 mil e US$ 500 mil (R$ 423,9 mil e R$ 1,57 milhão), a maioria são casas com três quartos localizadas em condomínios fechados com estrutura de lazer. Para a turismóloga, a maior vantagem do investimento é a possibilidade de alugar por temporada para turistas, que pode gerar rendimento até maior que o aluguel para moradia, além da possibilidade do dono usar a propriedade durante suas férias, por exemplo.

Já no caso de Portugal, a maior parte da procura é por moradia. De olho nos investimentos dos brasileiros no setor, o governo português criou o Visto Gold (válido por cinco anos em toda a União Europeia), destinado a estrangeiros que compram imóveis acima de 500 mil euros (R$ 1,74 milhão) no país. Outro recurso é a Mostra de Imobiliário de Portugal, uma espécie de feira imobiliária realizada em São Paulo e no Rio de Janeiro desde 2012 com empresas portuguesas do segmento.

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