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Oferecendo vista permanente e área verde, praça agrega valor a imóveis

Quando bem cuidado, espaço torna-se extensão da área de lazer do condomínio

Publicado em 23/07/2015, às 06h56

Praça Jules Rimet, no Pina, foi adotada pela Rio Ave, que investiu R$ 68 mil em reforma / Foto: Ashlley Melo/ JC Imagem

Praça Jules Rimet, no Pina, foi adotada pela Rio Ave, que investiu R$ 68 mil em reforma

Foto: Ashlley Melo/ JC Imagem

Do JC Online

Da quantidade de itens de lazer à localização, são diversas as características que podem atrair compradores ou desvalorizar um imóvel. Vista permanente e áreas verdes, cada vez mais raras em grandes cidades, também são critérios que podem tornar um apartamento mais interessante aos olhos dos futuros moradores. Ambas estão na lista dos benefícios de morar próximo a praças. Se bem conservados, esses espaços públicos podem ser até mais atraentes do que megaestruturas de lazer, trazendo os moradores de volta para áreas abertas e em contato com a vizinhança.

O Recife conta atualmente com 411 praças, mas nem todas podem ser consideradas exatamente um atrativo para os moradores. Uma delas, a Praça Jules Rimet, no bairro do Pina, Zona Sul da cidade, foi adotada pela construtora Rio Ave justamente para se transformar no espaço ideal para atrair os compradores do Edifício Licoln Avenida, que está sendo erguido em frente ao espaço.

“Tínhamos a intenção de adotar uma praça, aí casou de haver uma disponível em frente a um dos nossos empreendimentos. Mas havia a necessidade de fazer uma intervenção, já que o espaço estava precário. Decidimos então fazer uma reforma completa”, conta a gerente de projetos da construtora, Carla Taveira.

Foram investidos R$ 68 mil na reforma da praça que tem uma área total de 1.400 metros quadrados. Depois de ouvir os moradores dos prédios vizinhos, percebeu-se que a maior demanda era por espaços reservados para vegetação – que praticamente não existia. Foram plantados 24 novos pés, com preferência para plantas de floração, como o ipê e o flamboyant. 

Os custos para manter o espaço não são fixos. A responsabilidade pela limpeza, poda, fornecimento de água e luz e manutenção da iluminação ficam a cargo da Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana (Emlurb). A empresa que adota a praça fica basicamente responsável pala adubação e irrigação dos jardins, que variam muito mês a mês.

O contrato de adoção dura quatro anos, mas a ideia da construtora é estimular que os futuros moradores assumam o espaço. Hoje, apenas três praças são adotadas por condomínios residenciais. “Uma das maiores vantagens é que o índice de quebra de estruturas em praças adotadas em áreas residenciais é muito baixo. Os moradores se apropriam do espaço, começam a usar, então até a manutenção é mais fácil”, avalia a diretora de praças, parques e áreas verdes da Emlurb, Gabriela Freitas.

Uma alternativa para baratear ainda mais a manutenção do espaço é a adoção por mais de um condomínio. “Nunca aconteceu, mas é possível. A praça de Casa Forte, por exemplo, tem mais de uma empresa adotante. O que a gente quer é que o espaço seja bem cuidado e utilizado pelas pessoas”, diz Gabriela.

Ela destaca ainda que não é cobrado nenhum valor no processo de adoção. O processo consiste apenas na solicitação para o órgão, apresentando cópia do contrato social, CNPJ, RG e CPF. Após o pedido, a Emlurb acompanha a escolha do local e firma um contrato de quatro anos, sem limites de renovação. Atualmente 324 estão disponíveis para adoção.

Quando a praça já conta com uma boa conservação, atrai ainda mais a atenção das construtoras. “A praça agrega muito valor na venda, seja como área verde, seja como a extensão da área de lazer. Além disso, a vista fica garantida, já que muitas vezes logo que o prédio é entregue, já existe um bloco na frente”, reconhece o diretor de desenvolvimento imobiliário da LMA Empreendimentos, Breno Albuquerque. Segundo ele, o percentual de valorização é bastante variável, dependendo da estrutura da praça e do bairro.

Inquilina de um apartamento em frente à Praça da Picanha há dois meses, no bairro da Encruzilhada (Zona Norte), a estudante Natascha Favrod, 23 anos, lamenta o efeito contrário provocado pelo abandono do espaço. “Morei um ano em Curitiba é lá existe a cultura de usar e preservar as praças. Aqui não tem nada que faça as pessoas ficarem na praça, só atravessam”, conta. Para ela, a localização central do endereço foi mais determinante que a proximidade da área verde.

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