Em coletiva na Central do Carnaval, no Marco Zero, foi divulgado o balanço do período carnavalesco em Recife. O número de turistas superou as expectativas da Prefeitura do Recife, com 710 mil visitantes sendo contabilizados durante os dias das celebrações. Deste número, 39% eram pernambucanos vindos de outras cidades, 31% eram nordestinos, 24% vinham do resto do Brasil e 6% eram estrangeiros. Em 2011, 690 mil turistas vieram para a capital pernambucana.
A média de gasto desses visitantes era de R$ 478 por dia caso tivessem hospedados em um hotel. Se tivessem ficado na casa de um amigo, a média ficava em R$ 257. A rede hoteleira da capital do Frevo ficou 95% completa. A média do tempo de estada foi de 11 dias.
O prefeito do Recife, João da Costa, afirmou que foram gerados R$ 595 milhões durante o Carnaval de 2012, 15% a mais do que o do ano passado. Ele também afirmou que o aumento na economia e estadia ocorreu porque a estrutura de limpeza, transporte e segurança foi maior neste ano.
"O Carnaval foi sucesso de público e críticas e eu vi isso de perto. Recebi feedback positivo das pessoas, falando que foi o mais bonito. Será um desafio fazer com que ano que vem seja melhor", afirmou João da Costa. O prefeito ainda disse que o maior reconhecimento poderá ser dado em novembro, quando a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) irá anunciar se o Frevo será considerado patrimônio imaterial da humanidade.
Os números oficiais do Carnaval Multicultural 2012 foram: 300 atrações nos palcos, 325 shows, 800 apresentações de agremiações em polos descentralizados, 8 polos no centro, 9 polos decentralizados e 42 polos comunitários. O Bairro do Recife teve um público de 600 mil pessoas por dia.
Além do prefeito, estavam presentes na coletiva o vice-prefeito, Milton Coelho, o secretário de Turismo, André Campos, a presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife, Luciana Félix, e a presidente da Companhia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), Maria de Pompéia, entre outros.
Comentários
Mais uma vez, as nossas cidades, Recife e Olinda, demonstram a velha incapacidade de receber turistas. Estamos a anos-luz de outros cidadas aqui do nordeste, inclusive, das de menor porte. Não é concebível que, num evento como o "galo-da-madrugada", não se planeje a instalação de banheiros-químicos. Havia um ou dois na Av. Sul, número inexpressivo ante a quantidade de pessoas que comparece ao "galo". Em O-feia, digo, Olinda, esgoto a céu aberto e também insignificante a quantidade de banheiros. Ao que me parece, isso já é coisa muito reprisada, inclusive, não temos vocação para o turismo, ou melhor, não temos gente vocacionada, preparada, para trabalhar na indústria do turismo, o que é simplesmente lamentável. Cada dia mais, tenho vergonha das nossas cidades. São um verdadeiro lixão.
Não consegui entender outra coisa: Onde estavam os policiais?? Foram todos para a Bahia?? Eu estava acompanhado de alguns turistas de fora do Brasil e me senti muito inseguro, já que, em pelo menos três ocasiões tentaram furtar os nossos bolsos e nunca havia um policial por perto. Exceção, claro, para as entradas dos camarotes. Não tive acesso a nenhum camarote, mas me senti mais seguro nas imediações porque lá pude ficar perto de alguns policiais. No mais, eram grupos de bombeiros que ficavam em cima de uns andaimes.
Pra quem estava no Marco Zero, ir ao banheiro era uma verdadeira odisseia. Tive que, mesmo contra todos os meus princípios morais, urinar na rua duas vezes porque não consegui chegar aos banheiros. Ora porque não dava pra passar no meio da multidão, já que os banheiros estavam tão longe, ora porque as filas estavam gigantescas.
Acho que a relação custo - benefício do carnaval para o Estado e o Municipio deve fechar no azul para ambos, senão não tinha sentindo tanto investimento e a mobilização de tantos recursos para realização dos eventos, afinal o governo não faz nada pensando "apenas para o bem estar e alegria do povo", lucro e vantagens políticas estão em primeiro lugar. A festa foi ótima, só fica a crítica negativa para a falta de transportes (taxi, ônibus), batia o maior desespero na hora de ir para casa.
E quanto o Estado e o Município gastaram e, PRINCIPALMENTE, deixaram de arrecadar com TODA a máquina produtiva parada durante praticamente 05 dias ???
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