O mau desempenho na Liga Mundial, encerrada no mês passado, e muitas caras novas fazem a seleção brasileira masculina de vôlei conviver com a desconfiança em sua estreia nas Olimpíadas de Londres. O time comandado pelo técnico Bernardinho encara a Tunísia, neste domingo (29/8), a partir das 18h (horário de Brasília), pelo Grupo B, tido como o Grupo da Morte, pois reúne ainda Estados Unidos, Rússia, Sérvia e Alemanha.
Depois de duas finais olímpicas consecutivas – ouro em Atenas-2004 e prata em Pequim-2008 –, a seleção brasileira terá que reconquistar a confiança da torcida brasileira com boas apresentações ao longo da própria Olimpíada. Do time que entrou em quadra quatro anos atrás, apenas seis atletas continuam no grupo: Giba, Rodrigão, Danta, Serginho, Murilo e Bruninho. Entraram Ricardinho, Leandro Vissotto, Lucão, Sidão, Wallace e Thiago Alves.
Segundo o técnico Bernardinho, se o Brasil não chega como grande favorito, isso também pode ser considerado um ponto positivo antes da estreia em Londres. “Não estar no rol dos favoritos é uma situação nova e temos que usar isso como fonte de motivação. Vamos fazer o que for necessário para fechar bem um ciclo. Os jogadores são merecedores disso. Não nos consideramos melhores do que ninguém. Sempre nos preparamos e conseguimos o resultado no final. Vamos ver se conseguimos mais uma vez”, disse Bernardinho.
Apesar da ampla experiência, o treinador afirma que também passa por momentos de grande expectativa. “Talvez essa seja, para muitos de nós, a Olimpíada que gera maior ansiedade. Alguns têm a convicção de ser a última. Para outros, há uma grande responsabilidade pela cobrança da torcida. Queremos dar uma resposta bacana aos torcedores, trazer a medalha que eles tanto esperam. E temos um grupo experiente, maduro e que vai saber controlar a ansiedade e usar esse ponto a nosso favor”, explicou Bernardinho.
Um dos experientes citados pelo técnico do Brasil é o líber o Serginho. Medalha de ouro em Atenas/2004 e prata em Pequim/2008, o jogador destaca que este é o principal momento da vida de um atleta. “Agora é hora de estar feliz e tentar buscar esse tricampeonato para o Brasil”, disse.
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