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Festa

Tempestade de inclusão na abertura das Paralimpíadas

Baseada em obra de Shakespeare, evento que iniciou os jogos encheu os olhos

Publicado em 29/08/2012, às 20h19

Do JC Online


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Carlyle Paes Barreto
Enviado especial

LONDRES – Baseada em uma das obras de Shakespeare, A Tempestade, a cerimônia de abertura dos Jogos Paralímpicos de Londres emocionou as mais de 62 mil pessoas que foram ao Estádio Olímpico de Londres, na noite desta quarta-feira (29). Assim como ocorreu nas Olimpíadas, mesmo com menos status, menos atrações e mais simplicidade.

Espetáculo de luzes, fogos de artifício, laser, música, teatro e malabarismo, além do apelo da inclusão social. Teve de tudo. Sem as grandes atrações dos Jogos Olímpicos, mas com artistas que abrilhantaram a festa. Como Ian McKellen, que interpretou Magneto, na série X-Men, e Gandalf, na trilogia O Senhor dos Anéis.

Sem falar na Rainha Elizabeth, que voltou a encantar o público. Mesmo com seu tradicional silêncio e apesar de sua costumeira falta de emoção ou expressão facial. Mas bastava um simples aceno para levantar a multidão.

O também britânico Stephen Hawking, talvez o físico mais brilhante do mundo, teve participação especial. No início do espetáculo, uma esfera celeste sob gigante guarda-chuva iniciou o big bang, tão estudado por Hawking. Miranda, personagem de A Tempestade, contou a dificuldade e a coragem para superar barreiras. Como é o paradesporto. Ciências, percepção do universo, mudanças, direitos humanos, viagem ao descobrimento de novos mundos e o movimento paralímpico em si fizeram parte do enredo.

A maior parte do tempo foi dedicada a músicas e ao desfile. Como sempre, cansativo. Décima nona a entrar no estádio, a delegação brasileira foi uma das mais aplaudidas. E uma das que mais se divertiu, parando para filmar, tirar fotos e procurar familiares na arquibancada, chegando a causar dispersão, dando trabalho extra aos voluntários. É a quinta maior equipe, com 182 atletas. O nadador Daniel Dias foi o porta-bandeira.

A noite terminou em grande estilo, com o acendimento da pira olímpica pela britânica Margaret Maughan, 84 anos, primeira medalhista paralímpica da história. E ao som de I am what I am (Eu sou o que sou), de Jerry Herman, interpretada pela inglesa Beverley Knight.

BASTIDORES
Chamada de pré-show, a solenidade começou uma hora antes da transmissão da TV para todo o mundo, aquecendo os espectadores. Nos intervalos dos shows com artistas locais, pedidos para o público fazer parte da festa. E fez, com várias "olas" e muitos aplausos. Tanto na entrada, quanto na saída, organização e educação.

No Parque Olímpico não há estacionamento para veículos particulares. E todos voltaram a seus hotéis ou casas nos transportes públicos. Com filas, mas sem registros de confusão ou baderna.

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