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Senado aprova política de cotas em universidade federais

Projeto de Lei da Câmara 180/2008 assegura 50% das vagas a estudantes que tenham feito o ensino médio integralmente em escola pública. Projeto segue para sanção presidencial

Publicado em 07/08/2012, às 22h44

Da Agência Senado

A política de cotas para ingresso nas universidades e escolas técnicas federais foi aprovada pelo Plenário do Senado na noite desta terça-feira (8). O Projeto de Lei da Câmara (PLC) 180/2008, que assegura metade das vagas por curso e turno dessas instituições a estudantes que tenham feito o ensino médio em escolas da rede pública, foi aprovado em votação simbólica e agora segue para sanção presidencial.

Pelo projeto, pelo menos 50% das vagas devem ser reservadas para quem tenha feito o ensino médio integralmente em escola pública. Além disso, para tornar obrigatórios e uniformizar modelos de políticas de cotas já aplicados na maioria das universidades federais, o projeto também estabelece critérios complementares de renda familiar e étnico-raciais.

Dentro da cota mínima de 50%, haverá a distribuição entre negros, pardos e indígenas, proporcional à composição da população em cada estado, tendo como base as estatísticas mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A política de cotas tem validade de dez anos a contar de sua publicação.

A medida foi defendida pelo senador Paulo Paim (PT-RS), que informou que, de cada dez alunos do país, apenas um estuda em escola privada. Ou seja, o projeto beneficiaria a ampla maioria dos estudantes brasileiros. A senadora Ana Rita (PT-ES) também saiu em defesa da proposta, garantindo que o projeto faz “justiça social com a maioria da população brasileira”.

Já o senador Pedro Taques (PDT-MT) citou os Estados Unidos como exemplo bem-sucedido da política de cotas nas universidades. Ele disse que o país, que era extremamente racista em um passado próximo, após adotar a política de cotas raciais nas universidades, tem agora um presidente negro. Para o senador, no Brasil é preciso adotar ações afirmativas para assegurar oportunidade a todos.

PERDA DE AUTONOMIA - O senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) reprovou a iniciativa sob o argumento de que “impõe camisa de força” a todas as universidades federais brasileiras, ao ferir sua autonomia de gestão. Além disso, argumentou o senador, para que o ensino superior seja de qualidade, é preciso adotar um critério de proficiência, ou seja, que os alunos que ingressem na instituição tenham notas altas.

Outra crítica do senador ao projeto é a exigência de que as vagas para cotas raciais, por exemplo, sejam proporcionais ao contingente de negros ou índios existentes no estado onde se localiza a instituição de ensino.

Aloysio Nunes observou que um negro inscrito em uma universidade de Santa Catarina disputaria um número menor de vagas do que outro estudante, também negro, mas inscrito em uma instituição da Bahia. Aloysio Nunes foi o único senador a votar contrariamente ao projeto em Plenário.

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Comentários

Por carlos,08/08/2012

É realmente um VERGONHA O QUE ESTÃO FAZENDO COM O BRASIL. As Universidades públicas Estaduais e Federais tinham autonomia administrativa para decidir a respeito de cotas. Como exemplo, a UPE em nosso pernambuco tinha cota de 20% para alunos oriundos de escolas públicas de PE, o que é corretíssimo. A Universidade não aceitou cotas para negros, o que tb é corretíssimo, vez que todos tem chaces iguais no Brasil, seja branco, negro ou pardo, a questão é só estudar. Com esta lei petista e populista TODAS AS UNIVERSIDADES PÚBLICAS SERÃO OBRIGADAS A OFERECER 50% DAS VAGAS PARA AS COTAS. Um disparate vergonhosos.

Por Marcone Coutinho,08/08/2012

Realmente, mais um projeto popularesco. O governo deveria investir em educação de base, valorizando os professores das escolas públicas, que trabalham em condições vergonhosas para um país que quer ser grande e competir com as maiores nações do mundo. Por quanto tempo ainda vão tapar o sol com a peneira?

Por Raissa França,08/08/2012

#classemédiasofre

Por Pedro Cezar,07/08/2012

Mais um projeto populista, uma vergonha, o governo não dá a menor condição de ensino na escola pública no nivel medio, é um lixo completo e total e agora tira a metade das vagas para entregar a alunos que infelizmente não tem condição de cursar um nível superior. E como ficsm os pais que dão o sangue para os filhos estudarem em escola privada mediana justamente para tentarem entrar em uma universidade federal, agora terao que concorrer com os ricos, ou seja, como sempre a classe média é prejudica, explorada, extorquida, uma vergonha, a cada dia tenho ódio destes politicos, um nogeira repugnante.

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