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Cursos de licenciatura a distância aumentam e presenciais diminuem

Bacharelados e cursos de tecnólogo seguem aumentando na modalidade presencial

Publicado em 06/10/2016, às 13h06

No total, considerados os cursos a distância e presenciais, as licenciaturas crescem desde 2005 / Foto: Marcos Santos/USP Imagens
No total, considerados os cursos a distância e presenciais, as licenciaturas crescem desde 2005
Foto: Marcos Santos/USP Imagens
JC Online

O número de cursos de licenciatura a distância cresceu 5,04% em 2015 em relação a 2014, de acordo com dados do Censo da Educação Superior 2015, divulgados nesta quinta-feira (6) pelo Instituto de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Já as licenciaturas presenciais, que vinham aumentando até 2012, registram quedas constantes desde 2013. São as únicas a ter redução entre as graduações. Os bacharelados e os cursos de tecnólogo seguem aumentando na modalidade presencial.

O crescimento dos cursos na modalidade a distância foi o maior desde 2011, que, em relação a 2010, aumentou em 7,29%. Atualmente, são 625 cursos, o que corresponde a maior fatia do total de 1.473 cursos a distância no país.  Na modalidade presencial, o número de cursos passou de 7.261 em 2014 para 7.004 em 2015, uma queda de 3,5%.

No total, considerados os cursos a distância e presenciais, as licenciaturas crescem desde 2005. Em 2015, foram registrados 32.028 cursos entre instituições públicas e privadas.

Educação a distância

A educação a distância (EaD) cresce em ritmo mais acelerado que presencial. Enquanto o ensino presencial teve um crescimento de 2,3% nas matrículas em 2015 em relação a 2014, o ensino a distância teve expansão de 3,9%. Com isso, a EaD atinge a participação de 17,4% do total de matrículas da educação superior.

Apesar do crescimento, considerando apenas os ingressos, em comparação com 2014, o número de novos alunos nos cursos a distância diminuiu 4,6% em 2015. Já nos cursos presenciais a queda foi de 6,6%, após uma tendência de alta ocorrida nos anos anteriores.

Já o número de concluintes aumentou em 23,1%, índice maior que nos presenciais, que foi de 9,4%. 

A rede privada concentra a maior parte das matrículas na modalidade, 1.265.359, o representa 90,8% do total de 1.393.752 registradas em 2015. Mais da metade das matrículas em cursos de licenciatura na rede privada é oferecida na modalidade a distância (51,1%). Na rede pública, esse índice é de 16,6%.

Educação Física

A licenciatura em educação física é a segunda maior do país. Ela concentra 10,2% das matrículas na graduação em licenciaturas e só é ultrapassada pelas matrículas em pedagogia, que correspondem a 44,3% do total de matrículas em licenciaturas.

Em números absolutos, são 149.011 matrículas na licenciatura em educação física e 648.998 em pedagogia.

A oferta de educação física nas escolas de educação básica entrou no debate nacional após a retirada da obrigatoriedade da disciplina no ensino médio pela Medida Provisória do Novo Ensino Médio. Antes da MP, a disciplina era obrigatória, por lei. Agora, com o novo texto, no ensino médio, dependerá da aprovação da obrigatoriedade na Base Nacional Comum Curricular, atualmente em discussão. Segue obrigatória no ensino fundamental.

As licenciaturas em filosofia, sociologia e artes, cuja obrigatoriedade no ensino médio também dependerá da definição da Base, estão entre as 20 com mais matrículas no Brasil. Aparecem respectivamente em 12º, 14º e 18º lugares.

Química e física

As licenciaturas em química e física também estão entre as 20 mais procuradas. A primeira ocupa a 10ª posição e a segunda, a 11ª. Mantêm as matrículas. No total, são 35.892 matrículas em química em todo o país, o que corresponde a 2,5% do total das matrículas em licenciaturas e 25.102, em física, o equivalente a 1,7. Ambos os números de matrículas se mantêm constantes em relação a 2014.

As disciplinas estão entre os maiores déficits da educação básica, principalmente no ensino médio, segundo auditoria especial do Tribunal de Contas da União (TCU), divulgada em 2014.

A situação é crítica também quando se tem professores lecionando as disciplinas. Segundo o Ministério da Educação, do total de 27.886 professores que lecionam física, 19.161 não tem licenciatura na disciplina, o que equivale a 68,7% do total. A formação de novos professores não acompanha a demanda, de 1,8 mil por ano. Seriam necessários, então, 11 anos para que todos os professores de física tivessem a formação adequada. Em química, 46,3% não têm a formação adequada.

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Comentários

Por Flavio Silva,07/10/2016

Terminei meu curso em Licenciatura em Química,pela Federal.Deixei vários currículo e na Gerencia Regional de Educação de Limoeiro.Nunca chamaram,enquanto isso é monte de professores de Biologia dando aulas de Química e muitas vezes nem graduação tem.Cade o Ministério Público para fiscalizar isso.



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