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CRISE PENITENCIÁRIA

Acusado de receber dinheiro de facção, diretor de presídio é exonerado no Amazonas

Por meio de duas cartas, o diretor é acusado por dois presos que morreram no massacre do dia 1º de receber dinheiro da facção Família do Norte

Publicado em 10/01/2017, às 15h20

As cartas denunciavam o diretor de receber dinheiro para facilitar a entrada de drogas, armas e telefones celulares na penitenciária / Foto: Divulgacao/Seap
As cartas denunciavam o diretor de receber dinheiro para facilitar a entrada de drogas, armas e telefones celulares na penitenciária
Foto: Divulgacao/Seap
JC Online

O governo do Estado do Amazonas anunciou nesta terça-feira (10) a exoneração do diretor interino do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) José Carvalho da Silva. Por meio de duas cartas enviadas à Justiça do Amazonas no dia 14 de dezembro, o diretor é acusado por dois presos que morreram no massacre do último dia 1º de receber dinheiro da facção criminosa Família do Norte (FDN) para facilitar a entrada de drogas, armas e telefones celulares na penitenciária.

As cartas

As cartas que denunciavam o diretor foram escritas por Gezildo Nunes da Silva e Alciney Gomes da Silveira, presidiários mortos durante a rebelião do dia 1º de janeiro. Nelas, os presos contaram que estavam sendo vítimas de perseguição por parte do diretor do presídio porque ele sabia que alguns detentos conheciam sua suposta ligação com a facção FDN.

"Querem nos tirar [da ala segura do presídio] só pelo fato de nós internos sabermos que eles são corruptos e recebem dinheiro da facção FDN, facilitando a entrada de armas, drogas, celulares", diz um trecho de uma das cartas.

Em nota, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (SEAP) do Amazonas informou que abriu uma sindicância para apurar as acusações contra o diretor José Carvalho.

Desde o início do ano, o sistema carcerário do Amazonas vive uma crise. Uma série de rebeliões tem acontecido no estado e resultado na morte de pelo menos 60 detentos. As mortes, segundo preliminantes, teriam sido praticadas por integrantes da Família do Norte com o objetivo de eliminar rivais do Primeiro Comando da Capital (PCC).

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Comentários

Por Guimarães,10/01/2017

Cometeu um crime que desencadeou o massacre na penitenciária e é só "afastado"? Não fica preso?



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