Jornal do Commercio
MILITARES

Ministério da Defesa quer apoio privado para esporte militar

Com cerca de 20 mil atletas de base participando do Programa Forças do Esporte, em que instalações militares são usadas por crianças e adolescentes, o ministério quer dobrar o número de participantes com o apoio privado

Publicado em 17/03/2017, às 15h03

O desejo é incrementar os resultados em pelo menos 30% / Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
O desejo é incrementar os resultados em pelo menos 30%
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Agência Brasil

Após os atletas militares conquistarem 13 das 19 medalhas brasileiras na Rio 2016, o Ministério da Defesa quer aumentar ainda mais a contribuição deles nas vitórias do país no próximo ciclo olímpico. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, disse nesta sexta-feira (17), no Rio de Janeiro, que já conversou com representantes da iniciativa privada, como a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), para buscar apoio para a formação de atletas de base em programas militares.

Com cerca de 20 mil atletas de base participando do Programa Forças do Esporte, em que instalações militares são usadas por crianças e adolescentes, o ministério quer dobrar o número de participantes com o apoio privado.

"Temos hoje 20 mil jovens nessa base, mas minha ideia é que a gente consiga no curto prazo pelo menos dobrar isso. E estou pedindo ajuda do setor privado. É para que a gente possa ter não só atletas de alto rendimento, o que é fundamental, mas ter uma base, e que essa base social se reverta para os jovens", disse.

O desejo é incrementar os resultados em pelo menos 30%, mas, em um cenário de restrições orçamentárias, Jungmann acredita que, combinar recursos privados com a estabilidade que as forças armadas dão aos atletas militares, pode ser um caminho.

"Já venho conversando com a Fiesp, Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial para que eles nos ajudem no sentido de promover o esporte. Um dos problemas dos outros patrocínios é que eles são irregulares. Do lado de cá, você dá emprego, estabilidade, instalações e treinamento, e isso é mantido sem sobressaltos e sem descontinuidade", disse o ministro, que acrescentou: "Acho que, para o sucesso, a fórmula é essa. Uma estabilidade e uma garantia para que essa garotada toda possa dispor de meios para promover os seus talentos".

 

Homenagens

Jungmann participou hoje (17) da entrega medalhas de Mérito Desportivo Militar. A cerimônia foi realizada no Terceiro Comando Aéreo Regional (III Comar), no Rio de Janeiro, e condecorou atletas militares, autoridades envolvidas na organização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos e sobreviventes do acidente aéreo com o time da Chapecoense.

Ao todo, 280 pessoas foram homenageadas. Entre elas, os medalhistas olímpicos na Rio 2016 Felipe Wu, do tiro esportivo, e Maicon de Andrade, do taekwondo, o ministro do Esporte, Leonardo Picciani, o presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro, Andrew Parsons, autoridades militares e 13 parlamentares. 

Os jogadores Alan Ruschel, Jackson Follmann e Hélio Hermito Zampier Neto, da Chapecoense, entraram na lista dos homenageados, além do radialista Rafael Henzel, que também sobreviveu ao acidente aéreo com o avião que levava o time para a Colômbia, no ano passado.

No entanto, grande parte dos homenageados, incluindo os jogadores do time catarinense e o ministro do Esporte, não recebeu a condecoração na cerimônia de hoje. Uma nova solenidade será realizada em Brasília na semana que vem, quando devem ser entregues 70 medalhas.

Medalha de bronze na Rio 2016, Maicon de Andrade comemorou a condecoração militar:"Todo atleta militar sonha em receber uma medalha dessa, é para a família", disse. "Meu trabalho foi árduo, foi bem feito e hoje pude estar aqui recebendo essa medalha. Então, foi uma grande honra".

Palavras-chave

Recomendados para você




Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

Marcas do medo Marcas do medo
Mais do que um saldo de 4,1 mil mortos até setembro de 2017, a violência em PE deixou uma população inteira refém do medo. Sentimento sem cara ou forma, que faz um número cada vez maior de vítimas no Estado. Medo de sair de casa, de andar nas ruas
Great Place to Work 2017 Great Place to Work 2017
Conheça agora as 30 melhores empresas para trabalhar em Pernambuco, resultado de uma pesquisa feita pela Grat Place to Work, instituição com credibilidade de 25 anos, em 57 países, envolvendo anualmente sete mil empresas e 12 milhões de colaboradores
#ACulpaNãoÉDelas #ACulpaNãoÉDelas
Histórias de mulheres que passaram anos sendo agredidas por seus parceiros e, com medo, permaneceram em silêncio. Essa série de reportagem discute novos olhares no enfrentamento às agressões contra a mulher, até porque a culpa não é delas

    LOCALIZAÇÃO

  • Rua da Fundição, 257 Santo Amaro, Recife - PE
    CEP: 50040-100
  • assinejc.com.br
  • (81) 3413-6100

    SIGA-NOS

Jornal do Commercio 2017 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM