Jornal do Commercio
MAL ENTENDIDO

Frigorífico BRF nega ter colocado papelão em suas carnes

De acordo com a empresa, o funcionário ouvido nas gravações estava se referindo às embalagens dos produtos

Publicado em 19/03/2017, às 17h37

Houve um grande mal entendido na interpretação do áudio capturado pela Polícia Federal
Houve um grande mal entendido na interpretação do áudio capturado pela Polícia Federal", afirma um comunicado publicado no site da empresa
Foto: JC Imagem
AFP

O frigorífico brasileiro BRF, envolvido no escândalo da carne, negou neste domingo que trabalhadores das suas fábricas tenham colocado papelão nos seus produtos e atribuiu esta versão a um "grande mal entendido" na interpretação de conversas grampeadas.

"Não há papelão algum nos produtos da BRF. Houve um grande mal entendido na interpretação do áudio capturado pela Polícia Federal", afirma um comunicado publicado no site da empresa. O funcionário ouvido nas gravações "estava se referindo às embalagens do produto e não ao seu conteúdo", acrescenta.

O relatório policial cita uma conversa na qual um empregado da empresa diz: "O problema é colocar papelão lá dentro do CMS [carne mecanicamente separada, usada na produção de embutidos] também né. (...) Eu vou ver se eu consigo colocar em papelão. Agora se eu não consegui em papelão, daí infelizmente eu vou ter que condenar".

A BRF afirma que o funcionário estava se referindo a embrulhar em papelão um produto que normalmente é envolvido em plástico e que, se não tiver aprovação para fazer isso, deverá descartá-lo. Além da BRF (dona das marcas Sadia e Perdigão), entre as empresas investigadas está a JBS, líder mundial no mercado de carne (que controla as marcas Big Frango, Seara Alimentos e Swift). 

Presos

Mais de 30 pessoas foram detidas desde sexta-feira como parte de uma rede de inspetores sanitários que supostamente recebiam propinas dos frigoríficos para autorizar a venda de alimentos não aptos para o consumo. Entre os detidos está o gerente de relações institucionais da BRF, Roney Nogueira dos Santos.

Palavras-chave

Recomendados para você




Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

Educação, emprego e futuro Educação, emprego e futuro
Investir em educação é um pressuposto para o crescimento econômico, a geração de empregos e o aumento da renda. Aos poucos, empresas dos mais variados setores entram numa engrenagem antes formada apenas pelo poder público.
Pernambuco Modernista Pernambuco Modernista
Conheça a intimidade de ateliês, no silêncio de casas, na ansiedade de pincéis sujos para mostrar como, quase nonagenária, a terceira grande geração da arte moderna de Pernambuco vai atravessando as primeiras décadas do século 21
A crise que adoece A crise que adoece
Além dos índices econômicos ruins, a recessão iniciada em 2014 no Brasil cria uma população mais doente, vítima do estresse causado pela falta de perspectivas. A pressão gera problemas psicológicos e físicos, que exigem atenção.

    LOCALIZAÇÃO

  • Rua da Fundição, 257 Santo Amaro, Recife - PE
    CEP: 50040-100
  • assinejc.com.br
  • (81) 3413-6100

    SIGA-NOS

Jornal do Commercio 2017 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM