Jornal do Commercio
RIO DE JANEIRO

Justiça concede liberdade a policiais acusados de executar traficantes

O magistrado escreveu em sua decisão que, após passar horas e horas meditando sobre a questão, ponderou “especialmente a voz das ruas”

Publicado em 19/04/2017, às 17h40

Na mesma ação, além dos traficantes, uma adolescente de 13 anos foi morta  / Foto: Reprodução
Na mesma ação, além dos traficantes, uma adolescente de 13 anos foi morta
Foto: Reprodução
JC Online

O juiz Alexandre Abrahão, do 3º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro, concedeu liberdade aos policiais militares Fabio de Barros Dias e David Gomes Centeno, acusados de executar dois traficantes em frente a uma escola pública do bairro do Irajá no último dia 31 de março.

O caso viralizou nas redes sociais após a cena, filmada por um morador, ter sido divulgada na internet. A libertação dos policiais foi embasada no pedido do Ministério Público. A ação, além de culminar com a morte dos traficantes, também teve como resultado a morte da estudante Maria Eduarda Alves da Conceição, de 13 anos.

Decisão

O magistrado escreveu em sua decisão que, após passar horas e horas meditando sobre a questão, ponderou “especialmente a voz das ruas”. E citou as palavras do desembargador Ricardo Rodrigues Cardozo: “As relações sociais mudaram, e a magistratura precisa mudar também. O juiz moderno não pode mais ser aquela figura da ‘torre de marfim’, especialista em temas do Direito, mas insensível ao que acontece fora de seu gabinete”, segundo a revista Veja.



“O julgamento destes fatos me dá a convicção de que a decisão, seja ela qual for, será alvo de apedrejamento público. Especialistas, mesmo sem conhecer o processo, farão ‘julgamentos’, criarão ‘teses conspiratórias’, ‘insinuações’. A sociedade, estou consciente, está desestruturada pela guerra assimétrica enfrentada nesta ex-cidade maravilhosa. O cidadão, no final, pretende tão somente viver em paz e merece pelos altos preços que paga em todos os sentidos", complementou o juiz.

O magistrado também determinou que os acusados se mantenham afastados de locais públicos, festas, bares e outras atividades sociais com aglomeração de pessoas. Mantendo-os afastados a pelo menos 1000 metros de testemunhas e parentes das vítimas, sem que saiam do Rio de Janeiro e cumprindo funções administrativas em outro batalhão.


Palavras-chave

Recomendados para você


Comentários

Por Clebson,20/04/2017

Se não quiser morrer não seja bandido! Parabéns!

Por Kassio Fontana,20/04/2017

CLÍNICA DE REABILITAÇÃO, CLÍNICA DE RECUPERAÇÃO ANJOS DO RESGATE. PROBLEMAS COM DEPENDÊNCIA QUÍMICA, ÁLCOOL, DROGAS? PODEMOS AJUDAR. ACESSE: www.anjosdoresgate.com / www.anjosdoresgate.tk

Por Marcos,19/04/2017

Parabéns ao magistrado pela excelente decisão. Estamos numa guerra civil e esses policiais são heróis por terem matado aqueles bandidos.



Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

JC RECALL DE MARCAS PREMIA AS MAIS LEMBRADAS DO ANO JC RECALL DE MARCAS PREMIA AS MAIS LEMBRADAS DO ANO
Pitú, Vitarela (macarrão) e Honda (motos) foram as três marcas mais lembradas pelo público pernambucano, segundo pesquisa realizada pelo Instituto Harrop em parceria com o Sistema Jornal do Commercio de Comunicação (SJCC)
JC no Mundial JC no Mundial
Em meio a um cenário conturbado na política internacional, a Rússia espera ser o grande centro das atenções neste mês de junho, quando irá sediar pela primeira vez em sua história uma Copa do Mundo de futebol. Aqui você confire tudo sobre o Mundial.
Reinventar Reinventar
A velocidade na criação de novidades tecnológicas nos faz pensar que o futuro é todo dia. E nós também precisamos sair do lugar. No mercado de trabalho, o impacto dessas transformações exige a capacidade de se reinventar. Veja o que o futuro lhe reserva

    SIGA-NOS

Jornal do Commercio 2018 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM