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TECNOLOGIA

Confira o lançamento do Satélite Geoestacionário Brasileiro

Projeto é aposta para levar a banda larga para todo o País e garantir a melhoria na comunicação

Publicado em 04/05/2017, às 17h47

Para o transporte do satélite, está sendo utilizado o Ariane 5 ECA / Foto: Divulgação
Para o transporte do satélite, está sendo utilizado o Ariane 5 ECA
Foto: Divulgação
JC Online e Agência Brasil

O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas do Brasil (SGDC) foi lançado ao espaço nesta quinta (4). Com 5,8 toneladas e cinco metros de altura, o SGDC ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo o território brasileiro e o oceano Atlântico. A expectativa do governo é que o equipamento melhore a difusão da banda larga em todo o País. O lançamento do Satélite Geoestacionário aconteceu no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, e foi acompanhado no Brasil pelo presidente Michel Temer e pelos ministros da Defesa, Raul Jungmann, e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, na sede do VI Comando Aéreo Regional, em Brasília.

A decolagem foi considerada perfeita pelo centro de controles da Arianespace na Guiana Francesa.

Depois do lançamento do foguete que leva o equipamento ao espaço, haverá um tempo de 28 minutos até a separação do satélite, que levará cerca de dez dias para chegar à sua posição final.

Depois disso, serão feitos testes por 30 dias. Em meados de junho, o controle operacional do satélite já poderá ser feito pelas Forças Armadas. A banda utilizada para comunicações poderá ser usada a partir de setembro.

Do espaço, o satélite vai se comunicar com uma antena de 18 metros de altura, 13 metros de diâmetro e 42 toneladas, localizada em Brasília (DF). Uma segunda antena, em um centro de controle secundário, ficará no Rio de Janeiro (RJ).



Por meio da banda Ka, o SGDC terá capacidade para tramitar 54 gigabits por segundo, sendo considerado pelo Governo Federal como prioritário para expandir o acesso à banda larga em regiões remotas do país. Ao mesmo tempo, por meio da banda X, o satélite será utilizado para transmissões militares.

O projeto, uma parceria entre os ministérios da Defesa, das Comunicações e da Ciência, Tecnologia e Inovação, é um investimento da ordem inicial de R$ 1,7 bilhão. Ao todo, cerca de 30 profissionais brasileiros, oriundos da Agência Espacial Brasileira, Telebras, Visiona, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Ministério da Defesa, acompanharam o processo de preparação para o lançamento.

Transporte 

Para o transporte do satélite, está sendo utilizado o Ariane 5 ECA, veículo lançador de origem francesa. Ele tem capacidade para levar cargas com mais de 10 toneladas para a órbita geoestacionária – como é o caso do satélite brasileiro – ou superior a 20 toneladas em órbitas mais baixas. Geralmente, a bordo dele estão sempre dois satélites de telecomunicações. Nessa missão, o Ariane 5 levará também o sul-coreano Koreasat-7 como companheiro de voo do SGDC.

O lançamento do foguete francês Ariane 5, para transporte do satélite brasileiro, já havia sido adiado por duas vezes por conta de greves.


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Comentários

Por valter c. r. santos,04/09/2017

AS empresas que fazem esses serviços de satélites e autoridades envolvidas no projeto, devem divulgar mais esses serviços tecnológicos nos meios de comunicação de massa. Pois a maioria das pessoas desconhecem o assunto a fundo e até dizem que tudo isso é uma farsa, que satélite não existem e etc. E muitos deles ligados a neo corrente de terraplanistas, artigos publicados no YOUTUBE.

Por Fernando,05/06/2017

Excelente notícia! Finalmente poderei ter em meu sítio a internet que, em muito, vai valorizar meu empreendimento. Espero, no entanto, que o próprio governo administre inicialmente o negócio por que se ficar por conta das teles, com certeza isso não será concretizado!

Por Sandro Santos,05/05/2017

Lançam um foguete sem nada, arrecadam BILHÕES e instalam antenas triangulando na região desejada..

Por Julio Cesar da Silva,04/05/2017

Fiquei feliz com essa noticia. Moro em comunidade do Rio de Janeiro, Velox, netvirtua, vivo cabo tim live, não existe aqui. Outra coisa, Espero que o sistema de banda larga fique totalmente sobre responsabilidade da Telebras, que não seja leiloada para as teles, porque essas operadoras irão meter a mão no bolso do cliente e prestarão mau serviços. Na prática as teles limitam áreas de instalação e limitam as bandas. Por favor, Não leiloe a banda larga via satelite!



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