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MANIFESTAÇÃO

Protesto contra violência reúne artistas no Complexo da Maré, no Rio

O ato foi organizado pelo Fórum Basta de Violência! Outra Maré é Possível

Publicado em 25/05/2017, às 00h15

Durante a manifestações, jovens realizaram também um ato para denunciar a violência contra LGBTs / Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Durante a manifestações, jovens realizaram também um ato para denunciar a violência contra LGBTs
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Estadão Conteúdo

Cerca de 250 pessoas participaram na tarde desta quarta-feira, 24, de um ato contra a violência no complexo de favelas da Maré, na zona norte do Rio. Os manifestantes fizeram uma caminhada pelas principais vias da comunidade, com faixas e cartazes em homenagem a moradores mortos nos últimos meses durante confrontos.

Além dos habitantes das favelas, participaram da passeata moradores de outros bairros e as atrizes Patricia Pillar, Camila Pitanga, Betty Gofman e Zezé Polessa. Os presidentes das 16 associações de moradores existentes na região também compareceram à manifestação.

O ato foi organizado pelo Fórum Basta de Violência! Outra Maré é Possível, que propõe uma discussão sobre a segurança pública na região. "Esta é a primeira grande iniciativa do fórum, que pretende discutir de maneira permanente a questão da segurança pública e violências na Maré", informou a entidade em convite para o evento.



Segundo o Fórum, em todo o ano de 2016 foram realizadas 33 operações policiais na Maré, com a morte de 17 pessoas. Em 2017, apenas nos três primeiros meses, ocorreram 14 operações policiais, além de sete dias de confrontos entre quadrilhas, que resultaram em 13 mortos e 16 feridos, dos quais três eram policiais e 26, moradores da favela.

Gastos

Ainda segundo a entidade, durante a ocupação do Complexo da Maré pelas forças de segurança, foram gastos quase R$ 600 milhões em 15 meses (de abril de 2014 a junho de 2015), enquanto o investimento da Prefeitura do Rio em programas sociais no conjunto de favelas foi de R$ 303 milhões em seis anos (de 2009 a 2015) - o que representa pouco mais que a metade do valor investido em medidas de segurança.

Durante a manifestações, jovens realizaram também um ato para denunciar a violência contra LGBTs, como publicou Camila Pitanga no Instagram.


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