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Nascimentos

Registro Civil mostra queda de 5,1% nos nascimentos em 2016, diz IBGE

Queda no número de nascimentos pode ser explicado pela epidemia de zika e pela crise econômica

Publicado em 14/11/2017, às 10h36

Cai número de nascimentos em 2016 / Foto: ABr
Cai número de nascimentos em 2016
Foto: ABr
Estadão Conteúdo e JC Online

As Estatísticas do Registro Civil 2016, divulgadas nesta terça-feira, 14, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam, pela primeira vez, queda de 5,1% nos nascimentos em todas as regiões do País.

A curto prazo, a queda pode ser atribuída à epidemia de zika e à crise econômica que se abateram sobre o País no ano passado e que podem ter levado muitas mulheres a adiar os planos de maternidade. A região com menor queda foi a Sul (- 3,8%), e a com maior queda foi a Centro-Oeste (- 5,6%)

Um dos locais que apresentaram maior redução foi Pernambuco, com menos 10%. O Estado foi um dos principais focos da epidemia de zika. 

O medo da zika já havia sido apontado como razão para o adiamento de gestações, em junho deste ano, por pesquisadores como a professora Sandra Valongueiro, coordenadora do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). O estudo do qual ela participou foi publicado pela revista científica Population Development Review e revelou que tanto as mulheres de maior renda como as de baixa renda estavam preocupadas com a zika e pretendiam adiar a gravidez em 2016. As entrevistas foram realizadas no Recife e em Belo Horizonte.

Entre agosto e dezembro de 2016, em comparação com o mesmo período em anos anteriores, Pernambuco teve cerca de 15 mil nascimentos a menos. “É uma hipótese essa preocupação com a zika ter provocado a diminuição de nascimentos, mas há outros fatores como as crises econômica e política que podem ter freado o desejo de ter filhos agora”, disse Sandra Valongueiro na época, em publicação no site da UFPE.



Em entrevista coletiva ontem, a gerente da pesquisa do IBGE, Klívia Oliveira, destacou que a questão deve ser melhor avaliada para que se compreenda qual dos dois fatores teve uma importância maior na queda de nascimentos. “Tem que ser melhor estudado para saber até que ponto é mais forte a questão econômica e quanto foi pela questão epidemiológica. Parece ter tido um peso forte, as pessoas estavam com medo dos filhos nascerem com microcefalia”

A longo prazo, o número aponta para uma tendência de envelhecimento progressivo da população brasileira. De acordo com previsões do próprio IBGE, o número de pessoas acima dos 64 anos no Brasil deve passar de 16 milhões em 2015 para 48 milhões em 2050.

Casamentos

A pesquisa mostrou também que o número de casamentos civis registrou um decréscimo de 3,7% em geral. As exceções foram no Sudeste e no Centro-Oeste, onde houve aumento no número das uniões homossexuais. Os divórcios subiram 4,7% em 2016.

As Estatísticas do Registro Civil confirmam ainda uma tendência já apontada em outros estudos do IBGE. No grupo etário masculino dos 15 aos 24 anos as mortes violentas foram reduzidas significativamente em Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Pernambuco, entre 2006 e 2016. Essa contagem, porém, cresceu 171% na Bahia e em outros Estados do Nordeste e do Norte, onde os homicídios explodiram.


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