Jornal do Commercio
Rio de Janeiro

Moradores da Rocinha relatam tiroteio após prisão de Rogério 157

Os relatos de tiroteio na Rocinha foram feitos através das redes sociais

Publicado em 06/12/2017, às 11h13

Rogério 157 foi preso nesta quarta-feira (6) após operação no Rio de Janeiro / Foto: Agência Brasil
Rogério 157 foi preso nesta quarta-feira (6) após operação no Rio de Janeiro
Foto: Agência Brasil
Estadão Conteúdo

Moradores da favela da Rocinha, na zona sul do Rio, relataram tiroteio na comunidade, após o chefe do tráfico, Rogério Avelino dos Santos, o Rogério 157, ter sido preso, na manhã desta quarta-feira (6).

As mensagens de aviso do confronto foram publicadas nas redes sociais, embora isso não tenha sido confirmado pela polícia. Por volta das 10h, o clima na favela era de tranquilidade, sem ruas fechadas e com movimentação comum.

Os moradores da comunidade carioca se sentem apreensivos diante da instabilidade no comando do tráfico de drogas na favela após a prisão de Rogério 157. Eles informaram que, por estar muito visado pela polícia e caçado em várias comunidades, Rogério 157 já havia designado outro criminoso para tomar seu lugar.



"Nós, moradores não sabemos como vai ficar. A notícia da prisão é boa em parte, porque ele já estava entregando o comando para outra pessoa, que ninguém sabe quem é. Ele já sabia que tinha que se entregar, ou não sobreviveria. Para nós, é tenso demais", disse uma moradora, que perdeu vários dias de trabalho entre setembro e outubro por causa dos tiroteios na favela.

Reação

"Vai ter reação de outros bandidos com certeza. Pelo que a gente já ouviu falar, tem outras pessoas de frente querendo ficar no lugar dele. É sempre assim no morro", lamentou uma outra, também na condição de anonimato.

"Temos que esperar para ver o que vai acontecer. Hoje cedo saí com meu filho e tive que voltar para casa na hora. Vi creches e escolas que não tinha funcionário. Muita criança com medo, muito, muito tiro. Nessas horas, não tem o que fazer. Eu tinha que passar pela Rua 2 e estava totalmente impossível, dei meia-volta", contou outra mulher, mãe de três crianças.


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