Jornal do Commercio
Atraso

Atrasado desde sábado, voo 'Nova York-São Paulo' causa transtorno

O voo estava previsto para sair às 10h30 (pelo horário de Recife) e depois de vários adiamentos, os passageiros foram transferidos para um hotel nesta segunda (08)

Publicado em 08/01/2018, às 15h34

A linha 'Nova York-São Paulo
A linha 'Nova York-São Paulo" foi inaugurada no dia 15 de dezembro de 2017
Foto: Cortesia
JC Online

Em operação desde o dia 15 de dezembro de 2017, a linha Nova York-São Paulo, da Avianca Brasil, está causando transtornos a diversos brasileiros que tentam chegar ao país desde o sábado (6).  O voo 8501, com 176 passageiros, já contabiliza mais de 48h de atraso e estava previsto para sair às 10h30 (pelo horário de Recife). Depois de muita confusão, alguns passageiros foram transferidos, nesta segunda-feira (08), para o hotel Marriot Brooklyn Bridge (NYC), por volta das 6h30, onde aguardam informações da empresa. Entre as alegações para o atraso estão: problemas técnicos, indisponibilidade de portões, vazamento num dos banheiros do avião e o clima.

Segundo a médica recifense Manuela Marinho de Andrade, passageira do voo, entre as pessoas que aguardavam horas sem assistência da aviação estavam crianças, idosos, além de uma mulher grávida. Ela afirma: "Desorganização e desassistência é o que define. Todos têm compromissos no Brasil, além do transtorno físico, já gerou bastante prejuízo material. Sem falar nas condições desumanas de se deixar qualquer ser humano acordado por mais de 30h."


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Outra vítima, o representante comercial Eduardo Tadeu de Oliveira, cujo voo estava previsto para as 6h30 do domingo (07), disse que a situação era de desrespeito. Ele afirma: "A gente se sente desrespeitado, humilhado. Haviam crianças, pessoas com bebês deitadas no chão, idosas chorando, [...] eu tô fazendo tudo que eu posso por algumas outras pessoas até que eu nunca vi na minha vida", afirmou o paulista. Ainda segundo Eduardo, a aviação liberou dois vouchers, de café e almoço, no valor de 25 dólares cada para quem estava no hotel.

Já no domingo (7), após o vôo ser remanejado para as 12h30, os passageiros não conseguiaram nenhuma informação ou localização de funcionário da Avianca. Após isso, foram avisados de que o embarque atrasaria devido à indisponibilidade de portões, com previsão para as 13h30. Após esperarem duas horas e meia, em uma sala “fria” e “sem banheiro”, passageiros foram levados ao embarque por volta das 17h, Com a legação de vazamento num dos banheiros do avião, houve novo adiamento.

Atrasos

Somente às 18h, após o acionamento da polícia do aeroporto, foi liberado um voucher de alimentação no valor de US$ 15. Até então, ainda segundo a passageira, a Avianca não havia dado assistência às vítimas, explicando que “devido ao motivo ser climático e do aeroporto, eles não tinham responsabilidade pelo ocorrido”.



Às 19h30, a Avianca remarcou a saída do voo para as 22h, afirmando que o problema na aeronave já havia sido solucionado. Somente às 23h a tripulação chegou, quando todos aguardavam pelo embarque. Após informar que não havia ônibus e motoristas disponíveis para conduzir os passageiros até o avião, a companhia disse que haveria uma troca para o portão de embarque “B31”, que havia ponte de acesso à aeronave.

Quando às 0h30 foi inciado o embarque, o comandante informou que existiam problemas técnicos no avião e novamente os passageiros tiveram que voltar ao saguão, onde aguardaram até a transferência para o hotel. 

Nota da Avianca

Em resposta ao Jornal do Commercio, a Avianca emitiu a seguinte nota:

A Avianca Brasil informa que o voo 8501 JFK-GRU, previsto para decolar na noite de 06/01, sofreu atraso em sua volta ao Brasil em função da forte nevasca que está acontecendo em Nova York. Além da  questão meteorológica, principal motivo do atraso em inúmeras outras operações locais, e do fechamento temporário do terminal 4 do aeroporto, na noite de ontem, por conta de uma contingência relacionada à infraestrutura, a aeronave em questão está passando por um procedimento operacional corretivo em seus toaletes.  A companhia ofereceu toda a assistência aos seus clientes, direcionou-os para um hotel e, neste momento, está realizando reacomodações nos próximos voos disponíveis da própria Avianca e de aéreas parceiras.

A Avianca Brasil lamenta o desconforto causado aos seus passageiros, destaca que situações adversas causadas por motivos meteorológicos são alheias à vontade da companhia e que eventuais manutenções corretivas são procedimentos, às vezes, necessários nas operações aéreas. A empresa salienta ainda que preza, acima de tudo, pela segurança de seus clientes e tripulantes.


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