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Tiroteio

Criança e adolescente são baleados no Rio

Uma das crianças morava na Favela da Linha, no bairro Rio do Ouro, e seguia para a igreja acompanhado pelo pai. Não havia confronto entre policiais e criminosos nas imediações

Publicado em 09/02/2018, às 22h43

Na última terça, Emilly Sofia Neves Marriel, de 3 anos, morreu baleada durante um assalto em Anchieta / Foto: Agência Brasil
Na última terça, Emilly Sofia Neves Marriel, de 3 anos, morreu baleada durante um assalto em Anchieta
Foto: Agência Brasil
Agência Brasil

Um menino de 7 anos e uma adolescente de 15 foram atingidos por balas perdidas, nesta sexta-feira (9) em duas favelas da região de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Os dois sobreviveram e estão internados, ela em estado grave. Com esses casos, já são cinco as crianças e adolescentes vítimas de tiros na Região Metropolitana do Rio desde a última terça-feira (6).

O menino estava com os pais dentro de casa, na favela Bateau Mouche, na região da Praça Seca, quando foi atingido de raspão no ombro por um tiro. Essa favela é palco de constantes confrontos entre traficantes e milicianos desde dezembro. Como o tiroteio continuou, os pais não conseguiram sair imediatamente de casa para levar a criança ao hospital. Isso só foi feito uma hora depois que a criança foi atingida. Segundo familiares, três tiros atingiram a casa de Luis Miguel, e um deles acertou seu ombro. Lúcida, a criança foi levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Praça Seca e depois transferida ao Hospital Municipal Salgado Filho.

Em dezembro, a milícia que dominava a favela Bateau Mouche se dividiu por conta de divergências. Além dos confrontos entre os próprios milicianos, facções de traficantes também passaram a disputar o território. A situação está mais grave desde sexta-feira passada, quando um grupo de aproximadamente 40 homens armados tentou dominar a área.

Na manhã desta sexta-feira, policiais militares do 18º Batalhão (Jacarepaguá) fizeram uma operação na favela para tentar conter traficantes e milicianos. Os tiroteios, porém, continuaram.

A outra vítima de bala perdida uma menina de 15 anos, que mora na favela do morro da Covanca. Ela foi encontrada ferida com um tiro na cabeça, e até às 19h45 não se sabia em que circunstâncias a adolescente foi baleada. Levada ao Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon (zona sul), ela estava em estado grave até a noite desta sexta-feira.



Outros casos

Às 2h30 daquele dia, Emilly Sofia Neves Marriel, de 3 anos, morreu baleada durante um assalto em Anchieta, na zona norte do Rio. A menina foi atingida quando saía de uma lanchonete com a mãe e o padrasto. No fim da tarde da mesma terça, foi a vez de Jeremias Moraes da Silva, de 13 anos, ser baleado e morrer.

Na noite de quarta-feira, João Pedro Soares da Costa, de 4 anos, foi atingido por uma bala perdida em São Gonçalo (Região Metropolitana). Ele permanece internado em estado grave no Hospital Estadual Alberto Torres, na mesma cidade.

A criança mora na Favela da Linha, no bairro Rio do Ouro, e seguia para a igreja acompanhado pelo pai. Os dois caminhavam pela Avenida Dakar quando o menino foi atingido nas costas por uma bala perdida. Não havia confronto entre policiais e criminosos nas imediações.

Segundo a polícia, um carro entrou na favela com vidros fechados e faróis apagados, e traficantes que controlam o acesso à comunidade atiraram. Um dos tiros teria atingido João Pedro. Os atiradores não foram localizados.


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