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Violência no Carnaval

Apesar de reforço policial, Rio e Niterói têm arrastões e roubos

A maioria dos criminosos aparenta ser menor de idade

Publicado em 12/02/2018, às 18h01

Em Niterói, moradores filmaram a ação de criminosos armados que atacaram moradores e motoristas em Santa Rosa, na zona sul da cidade. / Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Em Niterói, moradores filmaram a ação de criminosos armados que atacaram moradores e motoristas em Santa Rosa, na zona sul da cidade.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Estadão Conteúdo

Apesar do reforço de 17 mil policiais anunciado pelo governador Luiz Fernando Pezão (MDB), a capital fluminense e a cidade de Niterói, na região metropolitana, viveram uma noite de domingo de carnaval (dia 11) repleta de arrastões e roubos à mão armada. No Rio, adolescentes em bando assaltaram turistas na zona sul. Moradores da região enviaram vídeos para a Rede Globo mostrando a ação dos criminosos. A maioria aparenta ser menor de idade.

Em endereço nobre da zona sul do Rio, a Avenida Vieira Souto, altura do Posto 8, em Ipanema, imagens mostram um grupo que persegue quem passa pela orla, e leva objetos de valor - em geral, celulares. Agindo em bando, também agridem as vítimas com socos e pontapés. Em um dos casos, o assaltante foi preso por pessoas que passavam pela orla. Ele foi agredido e depois encaminhado para a 14ª DP (Leblon).

Em Niterói, moradores filmaram a ação de criminosos armados que atacaram moradores e motoristas em Santa Rosa, na zona sul da cidade. Eles aparecem nas imagens assaltando uma família na porta do prédio onde moram. Em seguida, os assaltantes correm, rendem dois motoristas que passavam em seus veículos e fogem em um dos carros.



Reforço

Em nota, a Polícia Militar disse que o 23º Batalhão de Polícia, que atende parte da zona sul da capital, prendeu e apreendeu (no caso dos menores de idade) onze envolvidos em ocorrências na orla, durante o Carnaval. A corporação prometeu também que vai reforçar o patrulhamento na região, com agentes do Batalhão de Policiamento em Grandes Eventos (BPGE).

"É preciso destacar que a Polícia Militar atua nas consequências de graves problemas sociais, em especial a atuação de menores infratores. É preciso o envolvimento de outros órgãos na raiz do problema. Segurança Pública não se atua apenas com policiamento nas ruas. Outro ponto importante está na necessidade de seguir regras mundiais de segurança - atenção ao uso do celular e demais pertences em aglomerações de pessoas", diz o texto.

Em entrevista ao canal de TV à cabo GloboNews, o porta-voz da Polícia Militar, major Ivan Blaz, disse que até a manhã desta segunda-feira, 12, mais de 200 pessoas tinham sido presas por roubos e assaltos na capital.


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