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Aloysio chama de 'arrogante' manifesto pró-Lula de ex-líderes europeus

Os políticos europeus afirmam que 'a luta legítima e necessária contra a corrupção não pode justificar uma operação que questiona os princípios da democracia e o direito dos povos a escolher seus governantes'

Publicado em 16/05/2018, às 15h12

Nunes afirmou que os autores do manifesto
Nunes afirmou que os autores do manifesto "cometem um gesto preconceituoso, arrogante e anacrônico contra a sociedade brasileira".
Foto: Antônio Cruz / Agência Brasil
Estadão Conteúdo
Lu Aiko Otta

Em nota divulgada pelo Itamaraty, o chanceler Aloysio Nunes Ferreira reagiu duramente a um manifesto divulgado por ex-chefes de Estado europeus pedindo a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso na Operação Lava Jato, nas eleições presidenciais deste ano. O ministro classificou o gesto como "preconceituoso, arrogante e anacrônico" e disse ter recebido a iniciativa com "incredulidade".

Na nota, o chanceler afirma que cidadãos brasileiros condenados em órgãos colegiados ficam impedidos de disputar eleições. "Ao sugerir que seja feita exceção ao ex-presidente Lula, esses senhores pregam a violação do estado de direito", afirma.

O manifesto é assinado pelos ex-premiês José Luis Rodríguez Zapatero (Espanha); Massimo D’Alema, Romano Prodi e Enrico Letta (Itália); Elio di Rupopelo (Bélgica); e pelo ex-presidente francês François Hollande.



Os políticos europeus afirmam que "a luta legítima e necessária contra a corrupção não pode justificar uma operação que questiona os princípios da democracia e o direito dos povos a escolher seus governantes" e se dizem comovidos com a prisão "precipitada" de Lula. Eles também mostram preocupação com o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

Leia a íntegra da nota do chanceler

"Recebi, com incredulidade, as declarações de personalidades europeias que, tendo perdido audiência em casa, arrogam-se o direito de dar lições sobre o funcionamento do sistema judiciário brasileiro. Qualquer cidadão brasileiro que tenha sido condenado em órgão colegiado fica inabilitado a disputar eleições. Ao sugerir que seja feita exceção ao ex-presidente Lula, esses senhores pregam a violação do estado de direito. Fariam isto em seus próprios países? Mais do que escamotear a verdade, cometem um gesto preconceituoso, arrogante e anacrônico contra a sociedade brasileira e seu compromisso com a lei e as instituições democráticas."


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Comentários

Por Silvio Dias,17/05/2018

Um governo ilegítimo e desacreditado em todo o mundo e um chanceler acusado de caixa 2 pelos delatores da Odebrecnt, "indignados" com lideres mundiais, que denunciam a parcialidade da justiça brasileira, que respaldou esse "grupo político" deixando o Cunha conduzir um processo de "Impeachment" sem crime de responsabilidade, para atender a interesses desconhecidos e que visava desconstruiu o prestígio e o protagonismo jamais alcançado no exterior por nem um outro presidente brasileiro antes do Lula. Essa gente, foi derrotada em:2002,2006,2010,2014 e caminham para uma nova derrota em 2018, portanto, não poderiam jamais alcançar o poder pelas vias democráticas. As últimas pesquisas, demonstram de maneira incontestável, que mesmo na cadeia, será de Lula a última palavra nas próximas eleições, porque assim quer o povo brasileiro. Na mesma pesquisa o povo demonstra a absoluta falta de confiança na Imparcialidade da justiça brasileira. O julgamento do povo não tardará.



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