Os resultados do segundo turno da eleição presidencial no Egito, que deveria ocorrer na quinta-feira (21), foi adiado, informou a agência estatal de notícias Mena. "A comissão eleitoral do Egito presidida pelo juiz Faruq Sultan decidiu adiar o anúncio do segundo turno da eleição presidencial", informou a Mena, sem divulgar uma nova data.
O anúncio eleva as tensões, já que há várias acusações de fraude e cada um dos candidatos declara ter sido vencedor do pleito. A Irmandade Muçulmana afirma que há uma campanha organizada para impedir que seu candidato, Mohammed Mursi, chegue à presidência, elevando a probabilidade de uma reação do grupo no caso de Ahmed Shafiq, ex-primeiro-ministro de Hosni Mubarak, ser declarado vencedor.
Um funcionário da comissão eleitoral, que falou em condição de anonimato, havia dito anteriormente que o adiamento do anúncio do resultado era provável porque um painel de juízes tem de analisar uma grande quantidade de reclamações eleitorais.
A eleição realizada no último final de semana registrou mais reclamações do que os demais pleitos realizados desde a queda de Mubarak. Mas monitores estrangeiros e locais disseram que as violações observadas não foram sérias ou numa escala suficiente para questionar a legalidade do processo.
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