LA PAZ - Uma marcha de indígenas que se opõem à construção de uma estrada através de uma reserva natural da Amazônia boliviana entrou nesta quarta-feira (27/6) em La Paz, em um último percurso de 12 km pelo qual protestará contra o projeto viário financiado pelo BNDES.
"Estamos chegando a La Paz com uma demanda justa", depois de caminhar 600 km durante dois meses saindo a Amazônia, declarou Adolfo Chávez, um dos líderes da caminhada à AFP.
Os integrantes da marcha entram na capital depois de policiais amotinados terem chegado a um acordo nesta madrugada com o governo, o que pôs fim a um conflito que gerou tensão no país ao longo de seis dias.
Os indígenas adiaram em um dia sua chegada a La Paz para evitar que fossem envolvidos no conflito, que as autoridades pretenderam vincular a um suposto complô contra o presidente Evo Morales.
Com a entrada pacífica da manifestação em La Paz, "estamos demonstrando que não estamos envolvidos em um golpe", afirmou o líder indígena Chávez.
A marcha dos amazônicos chegou ao Centro de La Paz depois do meio-dia local (13h de Brasília). Os indígenas amazônicos se opõem à construção de uma estrada que atravessa um parque nacional e que, segundo eles, não só dividirá seu território, como também afetará o meio ambiente. A obra recebeu um crédito de 332 milhões de dólares do BNDES.
Índios aimara, apoiadores de Evo Morales, também marcharam em La Paz e houve confronto, com agressões a apoiadores da marcha indígena.
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