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Assange pediu ação legal para proteger seus direitos

Advogado do fundador do WikiLeaks afirmou que tomará todas as medidas legais para que o ativista não seja extraditado para os EUA

Publicado em 19/08/2012, às 14h38

Da Agência Estado

Assange discursou na janela da Embaixada do Equador neste domingo / Foto: Carl Court / AFP

Assange discursou na janela da Embaixada do Equador neste domingo

Foto: Carl Court / AFP

O ex-juiz espanhol Baltasar Garzón, advogado o fundador e editor-chefe do WikiLeaks Julian Assange, disse neste domingo (19) que o ativista australiano continua determinado a lutar por seus direitos. Segundo Garzón, Assange "instruiu seus advogados a entrarem com ações legais para proteger os direitos do WikiLeaks dele próprio e de todos aqueles estão sendo investigados atualmente", mas não ofereceu mais explicação. As declarações do advogado foram feitas após Garzón se reunir com Assange, antes de seu cliente discursar hoje na janela da embaixada do Equador, em Londres.

O jornal El País informou, em reportagem publicada em sua edição online, que Garzón garantiu que tomará todas as medidas legais para defender seu cliente e que pediu garantias à Justiça da Suécia sobre um compromisso de não extraditar o australiano para os EUA. "(Assange) nunca se negou a responder à Suécia, disse o advogado, em referência a acusações de crimes sexuais que o australiano enfrenta no país nórdico. Ele buscou garantias que não tinham sido dadas."

O ex-juiz declarou que o Equador poderá considerar fazer um apelo ao Tribunal Internacional de Justiça em Haia, na Holanda, a fim de obrigar a Grã-Bretanha a conceder a Assange passagem segura para fora do país.

No entanto, o ministro britânico de Relações Exteriores, William Hague, disse em um comunicado emitido após a decisão do Equador na semana passada de garantir asilo político a Assange, que o Reino Unido estava sob "obrigação vinculativa" de extraditá-lo à Suécia, segundo reportagem do El País.

O jornal afirmou também que Garzón negou categoricamente que há uma negociação da defesa sobre uma extradição de Assange de Londres para a Suécia. "Não há negociação. Pelo menos que eu saiba, porque não é o nosso trabalho, nem a nossa responsabilidade negociar."

Garzón disse após o encontro com Assange, que o fundador do WikiLeaks estava com espírito de luta. "Ele está agradecido ao povo do Equador e, especialmente ao Presidente Rafael Correa, por conceder-lhe asilo", declarou Garzón. Ele sempre lutou pela verdade e Justiça, sempre defendeu os direitos humanos e vai continuar a fazer isso. Ele exige que o WikiLeaks e seus próprios direitos também sejam respeitados."

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