Jornal do Commercio
Saúde

Epidemia de cólera deixa 39 mortos no Sudão do Sul

Maioria dos casos seguem localizados nas imediações de Juba e uma morte foi registrada em Bor, a capital do estado de Jonglei

Publicado em 21/07/2015, às 07h56

Ministério da Saúde sul-sudanês declarou oficialmente a epidemia no dia 23 de junho, embora o primeiro caso tenha sido diagnosticado em um acampamento das Nações Unidas / Foto: CHARLES LOMODONG  AFP

Ministério da Saúde sul-sudanês declarou oficialmente a epidemia no dia 23 de junho, embora o primeiro caso tenha sido diagnosticado em um acampamento das Nações Unidas

Foto: CHARLES LOMODONG AFP

Da AFP

Ao menos 39 pessoas morreram na epidemia de cólera que faz estragos no Sudão do Sul há um mês e que se propagou a outro estado deste país em guerra, afirmou nesta terça-feira a OMS.

No total foram diagnosticados "1.212 casos de cólera", dos quais "39 fatais", segundo números da Organização Mundial de Saúde, que informa que a epidemia se estendeu da capital, Juba, ao estado vizinho de Jonglei, muito afetado pela guerra civil travada no país há um ano e meio.

O ministério da Saúde sul-sudanês declarou oficialmente a epidemia no dia 23 de junho, embora o primeiro caso tenha sido diagnosticado em um acampamento das Nações Unidas da capital em 18 de maio. Estas bases servem de refúgio a mais de 166.000 sul-sudaneses que fogem dos combates.

A maioria dos casos seguem localizados nas imediações de Juba e uma morte foi registrada em Bor, a capital do estado de Jonglei, uma cidade sob controle do governo, mas completamente em ruínas depois de ter mudado de mãos várias vezes durante a guerra.

Os esforços para frear a cólera tropeçam em uma inflação galopante e na "má situação econômica", estima o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA). "Muita gente não pode nem mesmo comprar água potável" e a bebe diretamente do Nilo, diz o OCHA.

A cólera é uma infecção diarreica aguda provocada pela ingestão de alimentos ou de água contaminada por um vibrião que pode provocar a morte em algumas horas na ausência de tratamento. Propaga-se facilmente, sobretudo nas zonas sem infraestruturas básicas.

Palavras-chave




Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

Pernambuco Modernista Pernambuco Modernista
Conheça a intimidade de ateliês, no silêncio de casas, na ansiedade de pincéis sujos para mostrar como, quase nonagenária, a terceira grande geração da arte moderna de Pernambuco vai atravessando as primeiras décadas do século 21
A crise que adoece A crise que adoece
Além dos índices econômicos ruins, a recessão iniciada em 2014 no Brasil cria uma população mais doente, vítima do estresse causado pela falta de perspectivas. A pressão gera problemas psicológicos e físicos, que exigem atenção.
Agreste seco Agreste seco
A seca colocou de joelhos uma região inteira. Fez o Agreste sertanejar. Os cinco anos consecutivos sem chuva em Pernambuco ganharam aqui a dimensão de uma tragédia. Silenciosa e diária.

    LOCALIZAÇÃO

  • Rua da Fundição, 257 Santo Amaro, Recife - PE
    CEP: 50040-100
  • assinejc.com.br
  • (81) 3413-6100

    SIGA-NOS

Jornal do Commercio 2017 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM