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Dissidente chinês Ai Weiwei planeja ensinar arte em Berlim

Ai pode ensinar na universidade das Artes de Berlim, que lhe propôs em 2011 um posto de professor convidado

Publicado em 06/08/2015, às 11h43

Artista chinês passou quatro anos sem poder viajar para da China / Foto: AI WEIWEI  AFP

Artista chinês passou quatro anos sem poder viajar para da China

Foto: AI WEIWEI AFP

Da AFP

O artista dissidente chinês Ai Weiwei, que chegou à Alemanha há uma semana após quatro anos sem poder viajar para fora de seu país, indicou à AFP que gostaria de ensinar arte em Berlim por algum tempo.

Trabalhar como professor na capital alemã lhe permitiria passar mais tempo com seu filho de seis anos, que vive em Berlim com sua mãe há um ano, explicou na quarta-feira à AFP, durante um passeio pelas ruas do bairro de Prenzlauerberg.

Ai pode ensinar na universidade das Artes de Berlim, que lhe propôs em 2011 um posto de professor convidado, uma oferta que segue em vigor.

"Vou falar com eles", disse. "Vou ver se podemos construir algo, uma nova forma de ensinar, ou ensinar novos temas, porque acredito que a arte está mudando". 

O artista chinês descartou, no entanto, pedir asilo na Alemanha. "Não é que não tenha motivos para fazer isso, mas acredito que sim (as autoridades da China) me deixam sair, isso também significa que há certa confiança", considerou.

Após quatro anos sem poder sair de seu país, o artista contemporâneo chinês mais famoso, crítico do regime comunista de Pequim, recuperou seu passaporte de forma inesperada na semana passada e viajou em seguida para a Alemanha, onde já expôs suas obras em várias ocasiões.

Aterrissou em Munique (sul) no dia 30 de julho, antes de se dirigir a Berlim na quarta-feira.

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