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Exército israelense fecha tv palestina na Cisjordânia

Israel acusa o Falestine al-Yom (A Palestina de Hoje) de ser porta-voz da organização Jihad Islâmica e de alimentar a violência

Publicado em 11/03/2016, às 11h39

O exército apreendeu material de gravação e difusão, informou o canal / Foto: HAZEM BADER / AFP

O exército apreendeu material de gravação e difusão, informou o canal

Foto: HAZEM BADER / AFP

Da AFP

O exército israelense revistou na madrugada desta sexta-feira (11) o canal de televisão palestino Falestine al-Yom, em Ramalllah, fechou suas instalações e prendeu seu diretor.

Israel acusa o Falestine al-Yom (A Palestina de Hoje) de ser porta-voz da organização Jihad Islâmica e de alimentar a violência.

Esta operação é a primeira desde que o governo israelense anunciou, na semana passada, um endurecimento de sua política em relação aos meios de comunicação palestinos.

O exército, que chegou a bordo de um comboio de jipes, apreendeu material de gravação e difusão, informou o canal.

As autoridades israelenses ordenaram o fechamento da redação, indicou um porta-voz do exército. A transmissão, no entanto, continua.

O canal continuará transmitindo na Faixa de Gaza, território palestino separado geograficamente da Cisjordânia pelo território israelense, indicou o Shin Beth, o serviço israelense de inteligência e luta antiterrorista, que participou na operação.

O exército israelense também prendeu o diretor do canal, Farouq Aliat, de 34 anos, o cinegrafista Mohammed Amr e o engenheiro Chabib Chabib, indicou o sindicato de jornalistas palestinos.

"Falestine al-Yom incita a cometer atos terroristas contra Israel e seus cidadãos. É uma ferramenta essencial da Jihad Islâmica para incitar a população da Cisjordânia à violência", afirmou Shin Beth em um comunicado.

"O diretor do canal é um ativista da Jihad Islâmica, que já foi preso em Israel por suas atividades", acrescentou.

Israel, Jerusalém e os Territórios Palestinos são cenários desde 1º de outubro de uma onda de violência que deixou 188 mortos palestinos, 28 israelenses, dois americanos, um eritreu e um sudanês, segundo balanço da AFP. 

 




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