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HAITI

Após Furacão Matthew, ONU alerta para aumento de casos de cólera

Segundo a ONU, após um furacão é comum muitas pessoas ficarem feridas pelas quedas de árvores, entulhos e danos nas casas

Publicado em 07/10/2016, às 14h15

Milhares de pessoas deixam suas casas na capital do Haiti, Porto Príncipe, por causa do Furacão Matthew / Foto: Agência Brasil
Milhares de pessoas deixam suas casas na capital do Haiti, Porto Príncipe, por causa do Furacão Matthew
Foto: Agência Brasil
ABr

As equipes da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) estão preocupadas com um possível aumento no surto de cólera no Haiti em decorrência das inundações provocadas com a passagem do Furacão Matthew. Antes do furacão, o país registrou 28,5 mil casos em 2016. Apenas nove dos 15 principais hospitais do país estão funcionando. O número de mortes no país causadas pelo furacão subiu para 572.

Segundo as agências da Organização das Nações Unidas (ONU), após um furacão é comum muitas pessoas ficarem feridas pelas quedas de árvores, entulhos e danos nas casas. Mas os civis feridos estão tendo dificuldade de chegar aos centros de saúde devido às condições ruins das estradas.

A previsão da ONU de aumento nos casos de cólera após a passagem do furacão Matthew se deve às enchentes, que afetaram os sistemas de água e de saneamento.

As agências já prestam apoio ao governo haitiano: a vigilância foi ampliada e estão sendo identificadas as áreas com maior risco de surtos da doença. Nos últimos seis anos, o Haiti teve 790 mil casos de cólera e mais de 9,3 mil pessoas morreram.

O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) calcula que 500 mil crianças no sul do país tenham sido afetadas pelo furacão, já que 80% das casas na região foram danificadas e pelo menos 150 escolas estão sendo utilizadas como abrigos.

Cuba

O furacão também atingiu Cuba, onde 30 equipes de emergência de saúde já estão atuando e por lá 1 milhão de pessoas precisaram sair de suas casas. Já na Jamaica, estão funcionando mais de 110 centros de abrigo, com 1,3 mil ocupantes.

Na República Dominicana, mais de 38 mil pessoas foram retiradas de suas casas por questões de segurança.

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