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América do Sul

Venezuela não reconhece sua suspensão do Mercosul

Chanceler da Venezuela afirmou que país seguirá exercendo a presidência legítima do Mercosul e que terá direito a participar das reuniões como Estado Parte

Publicado em 02/12/2016, às 10h08

Os quatro países fundadores do Mercosul - Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai - enviaram uma
Os quatro países fundadores do Mercosul - Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai - enviaram uma "comunicação" à Venezuela para indicar que seus direitos no bloco "estão suspensos"
Foto: Reprodução
AFP

O governo venezuelano advertiu nesta sexta-feira que não admite a decisão dos quatro países sócios do Mercosul de suspender seus direitos como Estado membro e afirmou que seguirá participando de todas as reuniões do grupo.

"A Venezuela não reconhece este ato írrito sustentado na Lei da Selva de alguns funcionários que estão destruindo o MERCOSUL", escreveu a chanceler Delcy Rodríguez em sua conta do Twitter.

A chanceler venezuelana completou que o país - que entrou para o bloco em 2012 - "seguirá exercendo a presidência legítima (do Mercosul) e participará com direito a voz e voto em toda as reuniões como Estado Parte".

"Convocamos os povos do MERCOSUL que não deixem arrebatar seus mecanismos de integração, sequestrados x burocratas intolerantes", escreveu a ministra das Relações Exteriores na rede social.

Os quatro países fundadores do Mercosul - Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai - enviaram uma "comunicação" à Venezuela para indicar que seus direitos no bloco "estão suspensos", informou na quinta-feira à AFP uma fonte do governo brasileiro.

Mas Rodríguez indicou que "esta notificação não existe" e a chamou de "falsa".

De acordo com a fonte brasileira, a informação não foi divulgada publicamente porque provavelmente "ainda não foi recebida" oficialmente em Caracas.

A medida está vinculada com o vencimento do último prazo dado em setembro para que Caracas cumprisse com suas obrigações de adesão ao Mercosul, explicou a fonte, que pediu anonimato.

Os chanceleres "elaboraram informes, nos quais ressaltam que a Venezuela não cumpriu o acordado" e, em consequência, "enviaram uma comunicação notificando-a de que seus direitos estão suspensos", acrescentou a fonte.

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