Jornal do Commercio
TRAGÉDIA

Parte da tripulação do avião da Chapecoense não cumpria requisito, diz advogado

A tripulação era formada por sete pessoas: cinco bolivianos, um paraguaio e um venezuelano. Dois dos bolivianos sobreviveram, de um total de 77 passageiros

Publicado em 11/01/2017, às 18h18

Uma investigação das autoridades colombianas da Aviação, feita no fim de dezembro, estabeleceu que a aeronave tinha combustível limitado / Foto: Fuerza Aerea Colombiana
Uma investigação das autoridades colombianas da Aviação, feita no fim de dezembro, estabeleceu que a aeronave tinha combustível limitado
Foto: Fuerza Aerea Colombiana
AFP

Parte da tripulação boliviana do avião da Lamia, que sofreu um trágico acidente na Colômbia com a equipe da Chapecoense e jornalistas, não cumpria o requisito para efetuar o voo - revelou o advogado de um funcionário da empresa aérea envolvido com os trâmites de autorização.

A tripulação era formada por sete pessoas: cinco bolivianos, um paraguaio e um venezuelano. Dois dos bolivianos sobreviveram (uma comissária e um técnico de voo, junto com outros quatro brasileiros), de um total de 77 passageiros que estavam no avião.

Na lista de mortos, estavam os bolivianos Miguel Alejandro Quiroga Murakami, como piloto, e Fernando Ovar Goytia, como copiloto, mas a Direção Geral de Aeronáutica Civil (DGAC) havia autorizado essa viagem com Quiroga e outro piloto, Marco Antonio Rocha Venegas.

Não se sabe o motivo pelo qual Fernando Ovar Goytia substituiu Marco Antonio Rocha, que estaria no Paraguai.

Jaime Cernadas, advogado do técnico da DGAC, Mauricio Durán (investigado pelo caso), revelou ao jornal El Deber que "apenas Miguel Alejandro Quiroga 

Murakami e Marco Antonio Rocha Venegas (sócio e piloto da Lamia) eram os integrantes da tripulação que a DGAC autorizou para estar no voo".

Citando a versão de Mauricio Durán diante dos procuradores, o jornal afirmou que o copiloto Ovar Goytia não cumpria os requisitos exigidos pela DGAC para ser copiloto de um voo internacional, já que sua permissão para este tipo de operação já havia expirado.

Além disso, El Deber recordou que o mecânico de aviação Edwin Tumiri (sobrevivente) tampouco tinha permissão da DGAC para realizar a função.

Investigações

Uma investigação das autoridades colombianas da Aviação, feita no fim de dezembro, estabeleceu que a aeronave tinha combustível limitado para cobrir a rota entre Santa Cruz e o aeroporto José María Córdova de Rionegro, que serve a Medellín.

Segundo a investigação, "até o momento, temos evidências de que nenhum fator técnico influenciou o acidente, tudo está envolvido em um fator humano e gerencial".

Recomendados para você




Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

Reinventar Reinventar
A velocidade na criação de novidades tecnológicas nos faz pensar que o futuro é todo dia. E nós também precisamos sair do lugar. No mercado de trabalho, o impacto dessas transformações exige a capacidade de se reinventar. Veja o que o futuro lhe reserva
Rodoviários: ''máquinas'' sem manutenção Rodoviários: ''máquinas'' sem manutenção
Carga horária excessiva, más condições de trabalho, terminais sem estrutura apropriada e os riscos ocupacionais aos quais estão submetidos. O transporte rodoviário está em quarto lugar entre as profissões com mais com comunicações de acidentes de trabalh
#UmaPorUma #UmaPorUma
Existe uma história para contar por trás de cada assassinato de mulher em Pernambuco. Uma por uma, vamos contar todas. Mapear onde as mataram, as motivações do crime, acompanhar a investigação e cobrar a punição dos culpados. Um banco de dados virtual.

    SIGA-NOS

Jornal do Commercio 2018 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM