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EUROPA

Agressor de aeroporto em Paris estava sob efeito de álcool e drogas

O indivíduo, um francês de 39 anos identificado como Ziyed Ben Belgacem, tinha sido condenado várias vezes

Publicado em 19/03/2017, às 21h25

Homem atacou nessa sábado (18) uma patrulha militar no aeroporto parisiense de Orly / Foto: Reprodução/Google Maps
Homem atacou nessa sábado (18) uma patrulha militar no aeroporto parisiense de Orly
Foto: Reprodução/Google Maps
Estadão Conteúdo

O homem que atacou nessa sábado (18) uma patrulha militar no aeroporto parisiense de Orly, antes de ser abatido, estava sob os efeitos do álcool e de drogas no momento do incidente, indicou neste domingo (19) uma fonte judicial. 

"As análises toxicológicas realizadas neste domingo mostram uma taxa de alcoolemia de 0,93 gramas por litro de sangue e a presença de cannabis e cocaína", detalhou a fonte. 

O indivíduo, um francês de 39 anos identificado como Ziyed Ben Belgacem, tinha sido condenado várias vezes por roubo e tráfico de drogas. 

Ataque

Ben Belgacem atacou, no sábado, uma patrulha militar no terminal sul do aeroporto de Orly e foi abatido por um dos soldados. Durante o ataque, gritou: "Abaixem as armas! Coloquem as mãos na cabeça! Estou aqui para morrer por Alá. De qualquer forma vão ocorrer mortes".

"Meu filho nunca foi um terrorista. Nunca rezou e bebe álcool. E sob o efeito do álcool e da maconha aconteceu o que aconteceu", declarou neste domingo o pai de Ben Belgacem após ser liberado pela polícia, que o interrogou durante várias horas. 

"No sábado ele me telefonou às sete ou oito da manhã. Estava extremamente nervoso, nem mesmo sua mãe conseguia entender. Ele me disse: 'Pai, peço perdão, fiz uma estupidez com um gendarme'", contou.

"Eu respondi a ele que não, não te perdoo porque você atacou um gendarme", disse à radio Europe 1. 

O pai tentou saber onde seu filho estava, mas Ziyed Ben Belgacem disse apenas que "estava na autoestrada" e desligou.

Preocupado, o pai, junto ao seu outro filho, se dirigiu à delegacia para contar às autoridades o que estava acontecendo. 

"Quando cheguei à delegacia, percebi que a polícia tinha feito o seu trabalho. Não me disseram diretamente que ele havia morrido. É terrível, mas o que eu posso dizer? As más companhias, as drogas... No final, sou eu quem sofre" as consequências, declarou.

 

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