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Diplomacia

Alemanha diz não ter dívidas com a Otan

Na reunião, Merkel reafirmou que seu país respeitará o compromisso fechado na Otan em 2014

Publicado em 19/03/2017, às 11h45

Trump criticou na terça-feira a Alemanha, afirmando em um tuíte que este país deve pagar mais pela proteção militar que recebe da Otan e dos Estados Unidos / Foto: SAUL LOEB / AFP
Trump criticou na terça-feira a Alemanha, afirmando em um tuíte que este país deve pagar mais pela proteção militar que recebe da Otan e dos Estados Unidos
Foto: SAUL LOEB / AFP
AFP

A Alemanha negou as acusações do presidente americano, Donald Trump, sobre uma suposta dívida com a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) devido a gastos militares insuficientes.

"Não existe uma conta onde são registradas dívidas na Otan", declarou a ministra alemã da Defesa, Ursula von der Leyen, próxima à chanceler Angela Merkel, em um comunicado divulgado neste domingo. 

A ministra acrescentou que os gastos a favor da Otan não devem ser o único critério para medir os esforços militares da Alemanha.

Trump criticou na terça-feira a Alemanha, afirmando em um tuíte que este país deve pagar mais pela proteção militar que recebe da Otan e dos Estados Unidos.

"A Alemanha deve enormes somas de dinheiro à Otan e os Estados Unidos devem receber um pagamento maior pela poderosa e muito onerosa defesa que fornecem à Alemanha", tuitou o presidente americano um dia depois de se reunir com a chanceler alemã na Casa Branca.

Na reunião, Merkel reafirmou que seu país respeitará o compromisso fechado na Otan em 2014, que prevê que os países membros aumentem seus gastos militares a 2% do PIB em um prazo de dez anos.

A Alemanha contribui atualmente com 1,2% e são poucos os países da Otan que chegam a 2%.

Contribuição 

Neste domingo, a ministra da Defesa afirmou que o prometido aumento dos gastos militares não envolve apenas a Otan. "Querer vincular os 2%, que queremos alcançar na metade da próxima década, apenas com a Otan é errado", declarou.

Os gastos militares também estão destinados "as nossas missões de paz no âmbito da ONU, as nossas missões europeias e a nossa contribuição na luta contra o Estado Islâmico", argumentou a ministra.

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