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VENEZUELA

Aumenta número de mortos em madrugada de distúrbios em Caracas

Subiu para 20 o número de vítimas fatais em três semanas de protestos violentos contra o governo de Nicolás Maduro

Publicado em 21/04/2017, às 15h01

Em El Valle, uma verdadeira batalha se estendeu até o amanhecer / Foto: Juan Barreto/AFP
Em El Valle, uma verdadeira batalha se estendeu até o amanhecer
Foto: Juan Barreto/AFP
AFP

Onze pessoas morreram nos distúrbios registrados entre a noite de quinta-feira (20) e a madrugada desta sexta-feira (21) em Caracas, informou a Procuradoria, o que eleva a 20 o número de vítimas fatais em três semanas de protestos violentos contra o governo de Nicolás Maduro.

Em um comunicado, o Ministério Público confirmou as mortes de 11 pessoas e seis feridos "durante os atos de violência ocorridos" em El Valle, ao sudoeste da capital da Venezuela.

"Algumas das vítimas morreram eletrocutadas" durante saques "e outras por ferimentos causados por armas de fogo", declarou a Procuradoria, que também mencionou a morte de um homem no popular bairro Petare, a leste de Caracas, cuja morte já havia sido relatada pelo prefeito da cidade.

Em El Valle, área pobre densamente povoada, uma verdadeira batalha se estendeu das nove da noite até o amanhecer.

Veículos da militarizada Guarda Nacional e da polícia dispersaram com gás lacrimogêneo pequenos protestos de pessoas que criaram barricadas de lixo em muitas esquinas, o que provocou enfrentamentos violentos.



Além disso, saques foram registrados contra dezenas de estabelecimentos comerciais.

Nesta sexta-feira (21), os moradores da região retiravam as barricadas de lixo, vidro e outros destroços resultantes dos ataques às lojas.

O governo e a oposição culpam um ao outro pelos episódios de violência durante os protestos iniciados no dia 1º de abril.

De acordo com a ONG Foro Penal, além dos mortos, os protestos deixam centenas de detidos e feridos.

Os confrontos e a desordem ocorreram no final de um dia em que milhares de pessoas marcharam nas ruas do leste da capital e de outras cidades para exigir eleições gerais, um dia depois de uma mobilização maciça de opositores que deixou três mortos.


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