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Venezuela

Morre homem baleado em protesto na Venezuela

Autoridades confirmam morte de Melvin Guaitan, atingido por tiros nessa quinta-feira em Caracas

Publicado em 21/04/2017, às 10h54

O uso de gás lacrimogêneo, incêndio de barricadas, explosões, ataques contra lojas e bloqueios de avenidas afetaram as zonas oeste e sul da capital / Foto: PARRA/AFP
O uso de gás lacrimogêneo, incêndio de barricadas, explosões, ataques contra lojas e bloqueios de avenidas afetaram as zonas oeste e sul da capital
Foto: PARRA/AFP
AFP

Um homem morreu ao ser atingido por tiros na quinta-feira (20) à noite durante um protesto na área de Petare em Caracas, informou nesta sexta-feira (21) um dos prefeitos da capital da Venezuela.

"Com muita dor informo a morte por impacto de bala de Melvin Guaitan, humilde trabalhador, morador de Sucre #Petare", escreveu no Twitter Carlos Ocariz, prefeito do município de Sucre, onde fica Petare.

"Melvin foi assassinado na entrada do Bairro 5 de Julho durante o protesto esta noite (quinta). Exigimos que se investigue e castigue os culpados!", completou o prefeito, que faz oposição ao governo do presidente Nicolás Maduro.

Ocariz não revelou detalhes sobre as circunstâncias do incidente: se a manifestação era organizada pela oposição, se Guaitan participava na mesma ou se apenas passava pelo local, se o tiro partiu de um civil ou de um agente das forças de segurança.



O governo da cidade e a Procuradoria não responderam as ligações da AFP.

Número de vítimas

Guaitan é a nona pessoa morta nas últimas três semanas em um momento de grandes protestos contra Maduro, que quase sempre terminam em confrontos entre manifestantes e as autoridades.

O uso de gás lacrimogêneo, incêndio de barricadas, explosões, ataques contra lojas e bloqueios de avenidas afetaram as zonas oeste e sul da capital, com maior gravidade em El Valle, outro bairro carente de Caracas.

Cinquenta e quatro crianças foram retiradas do hospital infantil de El Valle, no outro extremo de Petare, em um incidente confuso.

As manifestações, iniciadas em 1 de abril para exigir o respeito às prerrogativas do Parlamento - que tem maioria opositora - e a convocação de eleições antecipadas.


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