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Terrorismo

Polícia anuncia detenção do suposto autor do ataque contra o Borussia

De acordo com a Procuradoria, a motivação do suspeito não era terrorista e sim econômica

Publicado em 21/04/2017, às 08h34

As três explosões ocorreram a cerca de 10 km do estádio os jogadores entrariam em campo em partida válida pela Liga dos Campeões, última terça-feira (11) / Foto: Carsten Linhoff/dpa/AFP
As três explosões ocorreram a cerca de 10 km do estádio os jogadores entrariam em campo em partida válida pela Liga dos Campeões, última terça-feira (11)
Foto: Carsten Linhoff/dpa/AFP
AFP

A polícia da Alemanha anunciou a detenção do suposto autor do ataque com explosivos contra o ônibus do Borussia Dortmund, que segundo a Procuradoria foi motivado pelo desejo de lucro, com uma especulação sobre as ações do clube de futebol germânico.

"A Procuradoria Federal determinou a detenção nesta sexta-feira na região de Tubinga (sudoeste) de um cidadão germânico-russo de 28 anos, Sergej W.", afirma um comunicado.

De acordo com a Procuradoria, a motivação do suspeito não era terrorista - uma das pistas investigadas -, e sim econômica.

O suspeito havia especulado com uma queda do preço da ação do Borussia Dotmund e buscava, portanto, enriquecer com o ataque contra a equipe, "ferindo ou até matando" jogadores, segundo os investigadores.

O homem comprou no dia do ataque, 11 de abril, o equivalente a 15.000 opções de ações do clube, apostando que registrariam uma queda. A transação, financiada por um "crédito ao consumo", foi efetuada no hotel "L'Arrivée" em Dortmund, onde os jogadores estavam concentrados.

De acordo com o site do jornal alemão Bild, a operação teria gerado lucros de até 3,9 milhões de euros (4,2 milhões de dólares).

Entenda o ocorrido

A explosão aconteceu pouco antes da partida de ida das quartas de final da Liga dos Campeões da Europa entre Borussia Dortmund e Monaco. O ônibus do time alemão foi atingido por três explosões, que quebraram uma janela dos fundos do veículo.



Os explosivos, que estavam na rodovia e foram acionados na passagem do ônibus, contavam com peças de metal que foram propulsadas pela explosão.

O zagueiro espanhol Marc Bartra ficou ferido e foi operado no dia do ataque por uma fratura no braço.

Um policial que escoltava o ônibus ficou ferido.

A partida foi adiada para o dia seguinte.

De acordo com a Procuradoria, o suspeito havia alugado em meados de março um quarto no hotel, onde se instalou dois dias antes do ataque.

As autoridades alemãs, que suspeitaram de um atentado extremista, abriram uma investigação por tentativa de homicídio, sem utilizar oficialmente a palavra "terrorista", alegando que era muito cedo para tirar conclusões.

A polícia seguiu uma pista islamista depois de encontrar no local do ataque três exemplares de uma carta redigida "em nome de Alá" e que pedia a Alemanha o fim de sua participação na coalizão internacional contra os jihadistas na Síria.

A autenticidade da carta, no entanto, foi questionada pelos investigadores, que também analisaram outras duas cartas de reivindicação, uma com teor de extrema-direita e outra de extrema-esquerda, sem que as pistas se confirmassem.

O incidente provocou o reforço da segurança nos arredores do estádio de Dortmund, assim como um debate sobre a segurança em eventos esportivos.


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