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Pentágono: bombardeio dos EUA em Mossul matou pelo menos 105 civis

Ao menos 105 civis foram mortos em março, em um ataque dos EUA em Mossul, a segunda maior cidade do Iraque e último grande reduto do EI naquele país.

Publicado em 25/05/2017, às 13h31

O ataque aéreo ao prédio em Mossul provocou a explosão das bombas do Estado Islâmico / FOTO: AFP
O ataque aéreo ao prédio em Mossul provocou a explosão das bombas do Estado Islâmico
FOTO: AFP
AFP
Atualizado às 15h24

Pelo menos 105 civis foram mortos em março em um ataque dos Estados Unidos em Mossul, a segunda maior cidade do Iraque e último grande reduto do Estado Islâmico (EI) naquele país, reconheceu o Pentágono nesta quinta-feira (25).

O relatório da investigação das Forças Armadas americanas sobre o bombardeio de 17 de março atribui, no entanto, a maior parte da culpa aos extremistas do EI, alegando que estes últimos guardaram uma grande quantidade de explosivos no edifício alvo do ataque americano.

No total, 101 civis foram mortos no prédio e quatro outros nas proximidades. Além disso, 36 civis que estavam no prédio seguem desaparecidos.

O ataque aéreo ao prédio em Mossul provocou a explosão de bombas do EI, segundo o general Matt Isler, da Força Área americana.

"A explosão secundária provocou o desabamento da estrutura, que matou dois atiradores do EI, 101 civis que estavam nos andares inferiores da estrutura e quatro que estavam nas proximidades vizinhas", explicou Isler.

De acordo com Isler, as forças do serviço iraquiano de combate ao terrorismo (CTS) estavam se movendo em direção ao bairro de al-Jadida, na zona oeste de Mossul, na manhã de 17 de março, quando foram atacadas por atiradores do EI que estavam escondidos no segundo andar de um grande edifício, que era em parte residencial.



Nem as CTS nem as forças da coalizão sabiam quantos civis estavam no prédio naquele momento, e optaram por realizar o ataque aéreo.

A bomba de precisão - uma GBU-38 - foi lançada com o objetivo de causar o mínimo de danos ao edifício, mas provocou a explosão do material que o grupo Estado Islâmico havia guardado lá.

"Análises posteriores comprovaram a existência de resíduos que são comuns aos explosivos utilizados pelo EI", explicou o Comando Central em um comunicado.

"Nossas condolências a todos aqueles que foram afetados por este ataque", declarou, por sua vez, o major-general Joe Martin.

"A coalizão toma todas as medidas ao seu alcance para proteger os civis. E a melhor maneira é derrotar o EI", ressaltou.

As tropas iraquianas, apoiadas por uma coalizão internacional antijihadista liderada por Washington, iniciaram em 17 de outubro uma ampla ofensiva para expulsar o EI de seu reduto de Mossul.

No fim de janeiro, as forças do país assumiram o controle da zona leste da cidade e, em 19 de fevereiro, iniciaram o ataque contra a zona oeste, incluindo a área antiga, uma zona densamente povoada com ruas estreitas, que dificultam o avanço das tropas.

As organizações humanitárias calculam que quase 250.000 civis estão presos na zona oeste de Mossul.


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