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DESASTRE NATURAL

Inundações no Sri Lanka já fizeram 146 mortos e 500.000 deslocados

Na sexta-feira (26), as fortes chuvas causaram inundações e deslizamentos de terra no sul e no oeste da ilha

Publicado em 28/05/2017, às 11h38

Autoridades já registram 146 mortos e 500.000 deslocados / Foto: Ishara S. KODIKARA / AFP
Autoridades já registram 146 mortos e 500.000 deslocados
Foto: Ishara S. KODIKARA / AFP
AFP

As equipes de emergência trabalhavam neste domingo (28) no Sri Lanka distribuindo ajuda humanitária para meio milhão de pessoas deslocadas pelas piores inundações na ilha em 10 anos, que provocaram a morte de ao menos 146 pessoas. A diminuição das chuvas de monção permitiu que a água baixasse em algumas regiões, o que possibilita a chegada de ajuda aos atingidos.

No entanto, várias localidades continuam debaixo d'água, segundo as autoridades locais. Unidades médicas e socorristas foram enviados para as zonas mais atingidas para tentar impedir a proliferação de doenças, tais como cólera. "Temos experiência para enfrentar esse tipo de situação", garantiu o ministro da Saúde, Rajitha Senaratne.

Na sexta-feira (26), as fortes chuvas causaram inundações e deslizamentos de terra no sul e no oeste da ilha. Ao menos 146 pessoas. Mas o Centro de Gestão de Catástrofes (DMC) afirmou que o número de mortos deve aumentar. Outras 112 pessoas continuam desaparecidas.

Cerca de 500.000 habitantes foram retirados de seus lares no sul e no oeste do país, em sua maioria vítimas das fortes chuvas. Os militares realizaram operações de busca nas zonas atingidas pelos deslizamentos de terra. A Aeronáutica enviou cinco aviões para as operações de emergência e outros cinco para transportar insumos de urgência aos povoados bloqueados e que não têm acesso às estradas.



O ministro do Interior, Vajira Abeywardena, afirmou que as chuvas mais intensas cessaram, entretanto, há o risco de uma cheia em um rio mais abaixo. Por isso, pediu aos cidadãos que abandonem os locais das zonas baixas e se refugiem em outras mais elevadas e menos vulneráveis. "Muitas zonas são inacessíveis porque permanecem isoladas", explicou à imprensa Abeywardena, em Colombo, na capital. "Há alguns setores que não se consegue chegar nem com helicópteros nem com barcos".

O governo distribuiu por via aérea 10.000 coletes salva-vidas para as pessoas que estão bloqueadas. Também instalou 104 abrigos de emergência nos edifícios públicos para as populações ribeirinhas evacuadas, acrescentou o ministro do Interior. Um barco indiano chegou no sábado a Colombo para ajuda. No navio há uma equipe médica de emergência, lanchas infláveis e medicamentos. Espera-se que outra embarcação chegue na segunda-feira.

PREVISÃO

Segundo o departamento de meteorologia, as chuvas devem diminuir, mas uma monção de baixa intensidade ainda irá se manter. Esta monção, que chegou na quinta-feira (25) à noite, acabou com a longa seca que ameaçava a agricultura e a produção de energia por meio de hidrelétricas no país. Trata-se da pior inundação desde maio de 2003, quando 250 pessoas morreram e mais de 10.000 casas foram destruídas por uma monção de intensidade similar, segundo as autoridades.


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