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plano de realocação

Alto Comissário da ONU critica plano de realocação de refugiados

Filippo Grandi declarou que a má aplicação do plano de realocação de 160 mil refugiados na União Europeia ''tem sido uma decepção''

Publicado em 13/06/2017, às 09h57

O programa foi adotado em 2015, no auge da crise migratória na Europa / Foto: AFP
O programa foi adotado em 2015, no auge da crise migratória na Europa
Foto: AFP
AFP

O Alto Comissário da ONU para os Refugiados, Filippo Grandi, declarou nesta terça-feira (13) em Barcelona que a má aplicação do plano de realocação de 160.000 refugiados na União Europeia "tem sido uma decepção".

"Foi uma decepção a nível continental. Apenas alguns países da Europa - Grécia e Itália que estão na fronteira - e a Alemanha, Suécia e Áustria (...) assumiram a maior parte da responsabilidade", disse Grandi na apresentação de uma campanha para os refugiados com o FC Barcelona.

"Se a Europa, uma união de países ricos, não é capaz de compartilhar a responsabilidade (...), como podemos pedir ao resto do mundo que acolham refugiados?", acrescentou, observando que dos 65 milhões de refugiados e deslocados mundo, quase 90% estão em países pobres.

Programa foi adotado em 2015

Este programa foi adotado em 2015, no auge da crise migratória na Europa e previa a realocação ao longo dos próximos dois anos de 160.000 refugiados da Grécia e da Itália para outros países da União Europeia.



"Está prestes a terminar e menos de 20.000 foram realocados. Minha mensagem é para todos os países europeus: vocês têm mais dois meses para completar o programa", disse ele.

Está previsto que na quarta-feira a Comissão Europeia adote medidas sobre o assunto e anuncie sanções contra três dos seus membros - Polônia, Hungria e República Checa - que não acolheram nenhum refugiado no ano passado.

"Seria muito melhor que a decisão fosse implementada voluntariamente pelos governos", afirmou Grandi, que espera que a situação melhore uma vez passado o ciclo eleitoral em muitos países europeus ameaçados pela ascensão da extrema direita como Holanda, França ou Alemanha.


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