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ONU: Estado Islâmico usa 100 mil civis como escudos humanos em Mossul

''Sabemos que o EI pegou muitos civis que tentavam fugir dos combates'', disse o Alto Comissário das Nações Unidas Bruno Geddo

Publicado em 16/06/2017, às 09h05

O EI capturou civis fora de Mossul e os forçou a seguir para a área antiga / Foto: DELIL SOULEIMAN / AFP
O EI capturou civis fora de Mossul e os forçou a seguir para a área antiga
Foto: DELIL SOULEIMAN / AFP
AFP

A ONU calcula em mais de 100.000 o número de civis iraquianos retidos na área sob controle do grupo extremista Estado Islâmico (EI) na área antiga de Mossul, norte do Iraque.

"Mais de 100.000 civis podem estar retidos na área antiga... Estes civis são usados essencialmente como escudos humanos", afirmou o Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados no Iraque, Bruno Geddo, em uma entrevista coletiva em Genebra.

Forças iraquianas

As forças iraquianas prosseguem os combates para tentar retomar do EI a área antiga de Mossul. A cidade, conquistada pelos jihadistas em meados de 2014, se tornou o reduto do grupo no Iraque.



Geddo explicou que o EI capturou civis fora de Mossul e os forçou a seguir para a área antiga.

"Sabemos que o EI pegou muitos civis que tentavam fugir dos combates", completou.

Desde o início da ofensiva contra Mossul, em outubro do ano passado, 862.000 pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas, mas 195.000 retornaram depois que as forças iraquianas reconquistaram a zona leste da cidade.

No total, 667.000 civis de Mossul continuam afastados de suas residências e moram com famílias de acolhida ou nos 13 acampamentos para refugiados criados pela ONU.


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