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Governo argentino exige detalhes sobre propinas pagas pela Odebrecht

Propinas de US$ 35 milhões teriam sido pagas pela Odebrecht na Argentina para obter concessões de obras públicas, durante mandado de Cristina Kirchner

Publicado em 17/06/2017, às 17h54

Para o ministro da Justiça, Germán Garavano, a Justiça argentina avançou muito pouco nas investigações sobre a Odebrecht / Agência Brasil
Para o ministro da Justiça, Germán Garavano, a Justiça argentina avançou muito pouco nas investigações sobre a Odebrecht
Agência Brasil
Abr

O ministro da Justiça da Argentina, Germán Garavano, exigiu neste sábado (17) que a construtora Odebrecht dê todos os detalhes sobre as propinas de US$ 35 milhões pagas no país para obter concessões de obras públicas. A informação é da Agência EFE.

"O governo exige que a empresa dê os nomes e conte o que ocorreu. Se há alguém que pagou propinas na Argentina, a empresa sabe perfeitamente quem foi, a quem (pagou) e o motivo", disse o ministro em entrevista à Rádio Mitre.

A Justiça da Argentina investiga o pagamento de propinas pela construtora para obter contratos de obras públicas durante o mandato da ex-presidente Cristina Kirchner (2007-2015). Em dezembro, a Odebrecht admitiu ter pagado US$ 35 milhões em subornos no país, dinheiro que foi entregue tanto a funcionários do governo anterior quanto do atual.



Investigações

Para Garavano, a Justiça argentina avançou muito pouco nas investigações sobre a Odebrecht. "É vergonhoso, somos o único país que não avançou nesse assunto", afirmou. O ministro criticou a falta de ação da procuradora-geral do país, Alejandra Gils Carbó, e destacou a decisão de sua pasta, de firmar um convênio de colaboração com os Estados Unidos para trocar informações sobre as operações da construtora brasileira. Segundo Garavano, está marcado para a primeira quinzena de julho um encontro entre promotores de ambos os países para avançar nas investigações sobre a Odebrecht.

O ministro ressaltou a importância de um projeto de lei para que as pessoas jurídicas do país tenham responsabilidade penal. A matéria já foi aprovada em uma comissão do Congresso e espera ser votada no plenário da Câmara. Além disso, Alejandra Carbó acertou com a Procuradoria-Geral da República no Brasil a criação de uma equipe conjunta de investigação, formada por promotores dos dois países, com o objetivo de avançar na apuração do caso.


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