Jornal do Commercio
CIÊNCIA

Dinossauro bem preservado descoberto no Canadá ganha nome e história

A criatura de 5,5 metros de comprimento foi descoberta em 2011

Publicado em 03/08/2017, às 16h24

O animal inteiro pesaria mais de 1.300 kg, estimam os pesquisadores / Foto: Royal Tyrrell Museum of Paleontology / AFP
O animal inteiro pesaria mais de 1.300 kg, estimam os pesquisadores
Foto: Royal Tyrrell Museum of Paleontology / AFP
AFP

Um dinossauro extraordinariamente bem conservado de 110 milhões de anos encontrado no Canadá agora tem um nome e evidências de um passado problemático, de acordo com um estudo publicado nesta quinta-feira (3).

Com a pele e as escamas fossilizadas, a criatura que lembra um dragão é na verdade um novo tipo de nodossauro, batizado de Borealopelta markmitchelli, em homenagem ao técnico de museu Mark Mitchell, que passou mais de 7.000 horas retirando cuidadosamente as pedras de todo o espécime. 

O estudo publicado na revista Current Biology o descreveu como "o dinossauro com uma couraça protetora mais bem preservado já encontrado, e um dos melhores espécimes de dinossauro do mundo".

A criatura de 5,5 metros de comprimento foi descoberta em 2011 por um operador de máquinas de mineração chamado Shawn Funk, que estava trabalhando na mina Suncor Millennium em Alberta. 

O animal inteiro pesaria mais de 1.300 kg, estimam os pesquisadores. A parte recuperada abrange do focinho até os quadris do dinossauro.

Ao contrário da maioria dos espécimes de dinossauro, que consistem em esqueletos ou fragmentos ósseos, este é tridimensional e está coberto com uma pele escamosa preservada. 

"Se você olhar de soslaio, quase poderia acreditar que ele está dormindo", disse o autor principal do estudo, Caleb Brown, cientista do Museu Royal Tyrrell, onde o exemplar está exposto. 

"Ele ficará na história da ciência como um dos espécimes de dinossauro mais bonitos e melhor preservados - a Mona Lisa dos dinossauros", comparou.



Ao estudar a sua pele, os pesquisadores descobriram que este animal herbívoro, embora estivesse coberto com uma couraça e se assemelhasse a um tanque ambulante, provavelmente enfrentava uma ameaça significativa de dinossauros carnívoros. 

Essa conclusão se deve a que esse nodossauro empregava uma técnica de camuflagem conhecida como contrassombreamento, que também é usada por muitos animais modernos. 

Os pesquisadores usaram análises químicas de compostos orgânicos nas escamas do dinossauro para determinar o padrão de pigmentação desse novo gênero e espécie de dinossauro, o que mostrou que ele tinha a pele pigmentada marrom-avermelhada com contrassombreamento pelo corpo. 

Isso pode tê-lo ajudado a se misturar com o meio ambiente quando abordado por um predador mais alto, dizem os pesquisadores. 

Mas a maioria dos animais contemporâneos que contam com contrassombreamento - cervos, zebras ou tatus, por exemplo - são muito menores e mais vulneráveis ??como presas, o que indica que esse nodossauro enfrentava uma verdadeira luta para sobreviver. 

"A forte predação em um dinossauro maciço e fortemente blindado ilustra o quão perigoso os predadores de dinossauros do Cretáceo devem ter sido", disse Brown. 

Os cientistas continuam estudando o animal em busca de pistas sobre a sua vida, incluindo a análise de seus conteúdos do intestino preservados para descobrir o que ele comeu em sua última refeição.


Palavras-chave

Recomendados para você




Comentar


Nome E-mail
Comentário
digite o código
Desejo ser notificado de comentários de outros internautas sobre este tópico.

OFERTAS

Especiais JC

Marcas do medo Marcas do medo
Mais do que um saldo de 4,1 mil mortos até setembro de 2017, a violência em PE deixou uma população inteira refém do medo. Sentimento sem cara ou forma, que faz um número cada vez maior de vítimas no Estado. Medo de sair de casa, de andar nas ruas
Great Place to Work 2017 Great Place to Work 2017
Conheça agora as 30 melhores empresas para trabalhar em Pernambuco, resultado de uma pesquisa feita pela Grat Place to Work, instituição com credibilidade de 25 anos, em 57 países, envolvendo anualmente sete mil empresas e 12 milhões de colaboradores
#ACulpaNãoÉDelas #ACulpaNãoÉDelas
Histórias de mulheres que passaram anos sendo agredidas por seus parceiros e, com medo, permaneceram em silêncio. Essa série de reportagem discute novos olhares no enfrentamento às agressões contra a mulher, até porque a culpa não é delas

    LOCALIZAÇÃO

  • Rua da Fundição, 257 Santo Amaro, Recife - PE
    CEP: 50040-100
  • assinejc.com.br
  • (81) 3413-6100

    SIGA-NOS

Jornal do Commercio 2017 © Todos os direitos reservados

EXPEDIENTE

Sistema Jornal do Commercio Grupo JCPM