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TRAGÉDIA

Índia: 30 crianças morrem em hospital em dois dias

Segundo a mídia local, as crianças morreram depois que a empresa que estava fornecendo oxigênio interrompeu o serviço

Publicado em 11/08/2017, às 21h43

Os hospitais administrados pelo Estado na Índia com frequência são forçados até o limite / Foto: AFP
Os hospitais administrados pelo Estado na Índia com frequência são forçados até o limite
Foto: AFP
AFP

Mais de 30 crianças morreram em um hospital administrado pelo governo no norte da Índia em 48 horas, supostamente devido à falta de fornecimento de oxigênio às alas onde os doentes estavam internados, informou a polícia nesta sexta-feira (11). As crianças foram internadas no hospital Baba Raghav Das, no distrito de Gorakhpur, no norte de Uttar Pradesh, o estado mais populoso da Índia, governado pelo partido de direita Bharatiya Janata.

"O hospital disse que 23 crianças morreram na quinta-feira e 11 hoje. No momento, nós só temos essa informação", disse Satyarth Aniruddha Pankaj, superintendente sênior da polícia, à AFP por telefone. "O caso está sendo investigado". 

Segundo a mídia local, as crianças morreram depois que a empresa que estava fornecendo oxigênio interrompeu o serviço, aparentemente por não ter recebido o pagamento de dívidas no valor de milhões de rupias.  O magistrado da cidade V K Srivastava, no entanto, negou as alegações. 

"As mortes não foram causadas pela falta de oxigênio, como está sendo relatado. O suprimento foi interrompido ontem (quinta-feira), mas o hospital possui cilindros suficientes em estoque", disse à AFP. 



"Muitos casos graves são encaminhados para o hospital e, em média, 10 a 11 crianças morrem diariamente. Uma equipe foi montada para analisar o caso", acrescentou. 

Descaso

Os hospitais administrados pelo Estado na Índia com frequência são forçados até o limite, com pacientes que enfrentam longos atrasos para receber tratamentos simples e são obrigados a dividir camas. 

Como resultado, os indianos que têm recursos suficientes evitam o sistema público de saúde e recorrem a clínicas e hospitais privados. 


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