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VIOLÊNCIA

Mais oito mortos em violência pós-eleitoral no Quênia

Sete foram alvo dos disparos de acordo com a polícia local

Publicado em 12/08/2017, às 14h40

Nairóbi foi tomada pela violência após anúncio da reeleição de Uhuru Kenyatta / Foto: CARL DE SOUZA / AFP
Nairóbi foi tomada pela violência após anúncio da reeleição de Uhuru Kenyatta
Foto: CARL DE SOUZA / AFP
AFP

Oito corpos foram levados para o necrotério de Nairóbi, no Quênia, desde a noite de sexta-feira (11), provenientes da periferia da capital, tomada por atos de violência após o anúncio da reeleição do presidente Uhuru Kenyatta - disse uma fonte policial, acrescentando que sete foram alvo de disparos.

Vítimas

"Os corpos provenientes de Mathare, Kibera e Kawangware são oito desde a noite passada e foram transportados para o necrotério da cidade", declarou o policial neste sábado (12) à AFP, pedindo para não ser identificado.

Segundo ele, o corpo de uma menina morta esta manhã em Mathare também seria recuperado.

A oposição garantiu hoje que não vai abrir mão do anúncio de seu candidato, Raila Odinga, como vencedor da eleição presidencial.

"Não vamos nos deixar intimidar. Não renunciaremos", declarou em entrevista coletiva Johnson Muthama, uma das lideranças da coalizão política Nasa, descrevendo a repressão policial como uma tentativa "de sujeitar" a oposição.



Muthama denunciou que a Polícia matou - segundo ele - "mais de 100 quenianos inocentes, incluindo dez crianças". Nenhuma evidência dessas mortes foi divulgada ainda pela oposição.

De acordo com balanço da AFP, a repressão aos protestos deflagrados na sexta-feira deixou pelo menos 11 mortos, nove deles em favelas de Nairóbi, um no oeste do país, no condado de Kisumu, e outro na cidade de Siaya, no sudoeste.

"Uhuru Kenyatta não tem qualquer legitimidade para ser presidente do Quênia", continuou Muthama.

Nos últimos dias, a oposição multiplicou as acusações de fraude eleitoral, excluindo, até o momento, recorrer à Justiça contra a reeleição de Kenyatta.

"Comunicaremos no momento adequado a maneira como realizaremos nossa ação", afirmou Muthama, acrescentando que, "por enquanto, pedimos aos nossos partidários e aos quenianos que se mantenham em segurança".


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