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EXPLORAÇÃO

Polícias da Europa desarticulam rede de prostituição nigeriana

A maioria mulheres eram jovens e vulneráveis nigerianas, de acordo com a agência de polícia europeia

Publicado em 24/08/2017, às 18h44

As mulheres eram levadas à Espanha, onde era pedido que solicitassem proteção internacional e asilo / Foto: AFP
As mulheres eram levadas à Espanha, onde era pedido que solicitassem proteção internacional e asilo
Foto: AFP
AFP

As polícias espanhola e finlandesa, em colaboração com o Escritório Europeu da Polícia, prenderam 24 membros de uma suposta rede de prostituição que usava jovens nigerianas em busca de asilo, explicou a Europol nesta quinta-feira (24).

"As vítimas, a maioria mulheres jovens e vulneráveis nigerianas, era recrutadas na Nigéria e levadas à Espanha pela Itália", indicou a agência de polícia europeia sediada em Haia. 

"Uma vez na Espanha, eram forçadas a exercer a prostituição, a maioria nas cidades de Benidorm e Málaga, mas também em Madri, Barcelona, Soria e Gandía (Valência)", precisou o comunicado da Europol. 

A polícia espanhola deteve os supostos membros da quadrilha em diversas cidades espanholas, apesar de seu líder ter sido detido em Helsinque, "graças a uma cooperação internacional eficaz". 

A investigação teve início depois de as autoridades serem alertadas de que duas mulheres nigerianas que buscavam asilo podiam ser vítimas de tráfico de seres humanos. 



"A investigação revelou a existência de um grupo de crime organizado que operava na Espanha e tinha grande infraestrutura na Nigéria, bem como laços com Níger, Líbia e Itália". 

Eram levadas à Espanha

As mulheres eram levadas à Espanha, onde era pedido que solicitassem proteção internacional e asilo "para que pudesse trabalhar para a organização criminal sem problemas caso fossem identificadas pela polícia", apontou a Europol. 

O grupo dava documentos falsos às vítimas para pedirem asilo, completou a agência. 

Em agosto, a polícia espanhola já tinha desarticulado uma rede que obrigava transexuais a se prostituírem, a maioria delas procedentes da Venezuela.

Um dos grupos da rede, dirigido por um italiano e um espanhol, explorava transexuais em um apartamento de Barcelona, enquanto outro operava em Palma de Mallorca. 


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