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VÍTIMAS

Naufrágios matam 17 rohingyas em Bangladesh

O balanço anunciado pelas autoridades é de 17 mortos

Publicado em 31/08/2017, às 07h22

O rio Naf é considerado muito perigoso no atual período de chuvas de monção / Foto: SUZAUDDIN RUBEL / AFP
O rio Naf é considerado muito perigoso no atual período de chuvas de monção
Foto: SUZAUDDIN RUBEL / AFP
AFP

A Guarda Costeira de Bangladesh encontrou nesta quinta-feira (30) os corpos de 17 rohingyas, incluindo algumas crianças, depois do naufrágio de duas embarcações no momento em que tentavam fugir da violência em Mianmar.

Ao menos 18.500 integrantes desta minoria muçulmana, perseguida em Mianmar, encontraram refúgio no vizinho Bangladesh na última semana, após uma intensificação dos combates entre o exército birmanês e os rebeldes. 

Muitos rohingyas arriscam suas vidas em embarcações improvisadas para tentar cruzar o rio Naf, que estabelece uma fronteira natural entre Mianmar e o extremo sudeste de Bangladesh. 

O rio Naf é considerado muito perigoso no atual período de chuvas de monção.

Na quarta-feira (30), as autoridades encontraram os corpos de duas mulheres e duas crianças após um naufrágio. Uma tragédia que se repetiu nesta quarta-feira com duas embarcações. 



O balanço anunciado pelas autoridades é de 17 mortos. 

Refugiados

Mais de 400.000 refugiados rohingyas estão em Bangladesh depois da fuga de outras ondas de violência no passado. O país, de maioria muçulmana, não está satisfeito com o fluxo e decidiu intensificar a segurança na fronteira.

Os rohingyas são considerados estrangeiros em Mianmar, um país com 90% da população budista, e são apátridas, apesar da presença de algumas famílias há algumas gerações no país.

Eles não têm acesso ao mercado de trabalho, às escolas nem aos hospitais. Nos últimos anos, o auge do nacionalismo budista exacerbou a hostilidade contra o grupo, com vários confrontos que deixaram mortos.


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