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PRISÃO

Líder da oposição no Camboja indiciado por "traição e espionagem"

Ele será julgado por 'um plano secreto e uma conspiração urdida com estrangeiros'e pode pegar até 30 anos de prisão

Publicado em 05/09/2017, às 08h04

Kem Sokha, 64 anos, é o líder do principal partido de oposição / Foto: STR / AFP
Kem Sokha, 64 anos, é o líder do principal partido de oposição
Foto: STR / AFP
AFP

O líder da oposição Kem Sokha, detido no domingo passado no Camboja, foi indiciado nesta terça-feira (5) por "traição e espionagem", em uma nova tentativa do governo de amordaçar os opositores antes das eleições de 2018.  

Kem Sokha, 64 anos, é o líder do principal partido de oposição. O outro dirigente da formação está exilado na França para escapar de várias condenações. 

Ele será julgado por "um plano secreto e uma conspiração urdida com estrangeiros", anunciou o tribunal de Phnom Penh. O crime de "traição e espionagem" pode resultar em uma pena de 30 anos de prisão.



A detenção provisória de Kem Sokha no domingo aumentou a tensão no país do sudeste asiático, onde a oposição, diversas ONGs e a imprensa são vítimas, há vários meses, de perseguição e ameaças do governo do primeiro-ministro Hun Sen.

Governo

Aos 65 anos, Hun Sen, que governa o Camboja há 32 anos, está determinado a permanecer no poder, apesar da popularidade crescente do principal partido da oposição, o Cambodge National Rescue Party (CNRP), consequência do descontentamento da população com a corrupção e a desigualdade.


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